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Abate de bovinos cresce 5% em Alagoas e soma 45,4 mil cabeças

Número do primeiro trimestre deste ano corresponde a 12,1 mil toneladas de carcaças, segundo o levantamento do IBGE

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Abate de bovinos registrou crescimento em Alagoas este ano
Abate de bovinos registrou crescimento em Alagoas este ano | Foto: — Foto: Ailton Cruz

Alagoas abateu 45.405 cabeças de gado no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 5% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abatidas 42.202 cabeças. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), consideram apenas os animais abatidos sob algum nível de inspeção sanitária, seja municipal, estadual ou federal.

No total, o número de cabeças abatidas em Alagoas no primeiro trimestre deste ano corresponde a 12,1 mil toneladas de carcaças, segundo o IBGE.

De acordo com o levantamento, o resultado do primeiro trimestre representa uma retração de 11,6% ante as 51.378 cabeças abatidas no quarto trimestre de 2025 – o maior resultado da série histórica do IBGE, iniciada em 2022.

Antes do recorde, o melhor resultado de Alagoas havia sido registrado no 4º trimestre de 2024, quando foram abatidas 50.044 cabeças de boi. Na outra ponta, o menor desempenho ficou com o 2º trimestre de 2022, com o abate de 34.754 cabeças.

Em nível nacional, foram abatidas 10,29 milhões de cabeças entre janeiro e março, resultado 3,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e o maior já observado para os três primeiros meses do ano na série histórica.

Além do crescimento no volume de animais, o setor também registrou aumento na produção de carne. Foram geradas 2,63 milhões de toneladas de carcaças bovinas no período, avanço de 5,1% na comparação anual.

A Região Centro-Oeste manteve a liderança nacional no abate de bovinos, concentrando 36% de toda a atividade registrada no país. Na sequência aparecem as regiões Norte (23,9%), Sudeste (21,5%), Sul (9,4%) e Nordeste (9,1%).

O crescimento nacional foi impulsionado pelo aumento dos abates em 21 das 27 unidades federativas. Entre os estados com maior expansão destacam-se Mato Grosso, São Paulo, Pará, Rio Grande do Sul e Bahia.

Por outro lado, Goiás e Mato Grosso do Sul registraram as principais reduções no volume de animais abatidos em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No ranking dos estados, Mato Grosso permanece como o principal polo do abate de bovinos no Brasil, respondendo por 17,5% de toda a atividade nacional. Na sequência aparecem São Paulo, com participação de 11,6%, Goiás, com 9,2%, e Pará, com 9,1%.

Um dos destaques do levantamento foi o avanço da participação de fêmeas no abate de bovinos. Entre janeiro e março, foram abatidas 5,14 milhões de fêmeas, o equivalente a 49,9% do total nacional.

O volume representa crescimento de 4,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e aumento de 11,1% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Do total de fêmeas abatidas, 1,69 milhão de cabeças eram novilhas com menos de dois anos de idade, correspondendo a 32,9% dos animais do sexo feminino enviados aos frigoríficos.

Após uma forte ampliação da participação dos machos na segunda metade de 2025, o mercado voltou a observar crescimento da presença de fêmeas nos abates. O percentual ficou próximo de superar o volume de machos, cenário registrado pela última vez no segundo trimestre do ano passado.

Enquanto isso, o abate de machos somou 5,15 milhões de cabeças no primeiro trimestre. Os bois com dois anos ou mais responderam por 91,7% desse total. Na comparação anual, o abate de bois adultos avançou 1,9%, enquanto o de novilhos cresceu 6,4%.

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