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Alagoas lidera ranking de crescimento de pizzarias no Nordeste

Estado ficou atrás apenas de Roraima, que encabeça a lista na região, com aumento de 31,08%, segundo dados de associação

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O número de pizzarias em Alagoas cresceu 17,24% em 2025
O número de pizzarias em Alagoas cresceu 17,24% em 2025 | Foto: — Divulgação

O número de pizzarias em Alagoas cresceu 17,24% em 2025, o maior avanço proporcional do Nordeste e o segundo maior do país, segundo levantamento da Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra). O estado ficou atrás apenas de Roraima, que registrou alta de 31,08%, e superou Paraíba (16,62%) e Maranhão (15,60%).

O desempenho coloca Alagoas em posição de destaque em um mercado que vive expansão nacional. De acordo com o estudo Mercado de Pizzarias 2025, o Brasil ultrapassou a marca de 40 mil estabelecimentos, com crescimento de 10,29% em relação ao ano anterior. Norte e Nordeste concentram 21% das pizzarias em atividade e lideram a expansão proporcional do setor.

O movimento é explicado por fatores como a interiorização do consumo, o avanço dos aplicativos de entrega e a digitalização dos pequenos negócios, que reduziram barreiras de entrada e facilitaram a abertura de novas empresas no segmento de alimentação fora do lar.

Em Alagoas, o crescimento é associado à combinação entre demanda local e turismo, que mantém o consumo aquecido ao longo do ano, especialmente em Maceió e cidades do litoral.

Para o empresário Pedro Paulo, o mercado alagoano ainda apresenta potencial de expansão, mas já começa a dar sinais de maturidade. "Alagoas é um estado apaixonado por pizza. O mercado é aquecido tanto pelos moradores quanto pelos turistas."

Apesar do cenário positivo, ele avalia que o setor entra em uma fase mais competitiva.

"Acredito que ainda há espaço para crescer, mas o mercado começa a se aproximar de uma saturação. Existem muitas pizzarias qualificadas e, com isso, a entrada de novos negócios tende a ficar mais difícil."

O empresário também destaca a dificuldade de contratação de profissionais especializados, especialmente pizzaiolos, como um dos principais entraves ao crescimento sustentável do setor.

"A falta de mão de obra qualificada é um problema recorrente. Muitos profissionais acabam atuando em outras áreas e fazem trabalhos eventuais nos fins de semana."

A pressão sobre custos também impacta o segmento. Insumos básicos, como derivados do leite, registraram aumento recente e influenciaram diretamente a formação de preços.

"O aumento do leite elevou o custo dos derivados e acabou refletindo, ainda que de forma moderada, no preço final da pizza."

Além dos custos e da mão de obra, a tecnologia passou a ocupar papel central na operação das pizzarias. Sistemas de gestão, plataformas de delivery e ferramentas de logística reduziram gargalos operacionais e ampliaram a eficiência dos negócios.

"Hoje existem sistemas que facilitam muito a gestão e a logística. Em 2021, quando tive uma hamburgueria, essas ferramentas ainda não eram tão acessíveis."

Apesar da expansão acima da média nacional, empresários avaliam que o setor entra em uma nova fase. O crescimento, segundo eles, tende a ser mais seletivo, com maior pressão por eficiência, diferenciação e profissionalização da gestão.

Nesse cenário, o crescimento tende a ser menos impulsionado pela abertura de novos negócios e mais pela capacidade de sobrevivência e diferenciação das empresas já consolidadas. Em um mercado mais disputado, eficiência operacional, gestão de custos e qualificação da mão de obra devem se tornar fatores decisivos para definir quais pizzarias conseguem manter competitividade nos próximos anos.

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