COMUNICAÇÕES
Alagoas tem mais de 3 milhões de usuários de internet, diz IBGE
No ano passado a internet estava presenta em 1,06 milhão de domicílios no Estado
Alagoas tinha 3,059 milhões de usuários de internet em 2025, segundo estimativa divulgada nessa quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número corresponde a 97,8% da população do Estado, de 3,1 milhões de habitantes, segundo o Censo 2022 do órgão.
De acordo com o levantamento, no ano passado a internet estava presenta em 1,06 milhão de domicílios no Estado, um crescimento de 4% na comparação com 2024, quando havia 1,02 milhão de lares com acesso à internet.
O IBGE também divulgou o número de alagoanos com acesso à televisão, que somou 2,9 milhões de pessoas no ano passado, uma retração de 1,5% na comparação com 2024, quando 3,02 milhões de alagoanos possuía aparelhos de TV.
Em nível nacional, o número de usuários da internet no Brasil atingiu a marca de 168,7 milhões no quarto trimestre de 2025 ou 90,5% da população de 10 anos ou mais de idade, de acordo com a pesquisa. Os números indicam continuidade do crescimento desde 2016, mas com redução da diferença de utilização entre residentes em áreas rurais e urbanas.
Essa foi a primeira vez que o patamar de usuários, na média nacional, ultrapassou os 90%. Em relação a 2024 (89,2%), houve variação de 1,3 ponto porcentual (p.p).A frequência diária de uso abrange 95,6% da população.
O IBGE informou que, embora a utilização seja menor entre os residentes em áreas rurais, houve uma expansão de 1,9 ponto percentual nesse grupo populacional entre 2024 e 2025, enquanto houve uma variação de 1,2 pp no uso entre a população de áreas urbanas. Em relação a 2019, enquanto o porcentual cresceu 8,0 pp nas áreas urbanas, a expansão foi de 28,5 pp entre os residentes no campo
Por outro lado, 17,7 milhões de pessoas não utilizaram a rede no período de referência, o que corresponde a 9,5% das pessoas de 10 anos ou mais de idade. Em 2024, eram 10,8% da população (20 milhões de pessoas), e 20,6% no ano de 2019 (36,7 milhões).
Nos 4,0 milhões de domicílios em que não havia utilização da Internet, os três motivos que mais se destacaram foram: nenhum morador sabia usar a Internet (36,5%), serviço de acesso à Internet era caro (25,9%) e falta de necessidade em acessar a Internet (25,2%).
Na área rural, além dos três motivos mais alegados, destacou-se a falta de disponibilidade do serviço de acesso à Internet na área do domicílio, que representou 8,9% (12,1% em 2024) dos domicílios em que não havia utilização da Internet em área rural, em contraste com somente 0,4% em área urbana.
Nos domicílios em que havia utilização da Internet, o percentual dos que usavam banda larga móvel passou de 84,2% para 85,9%, entre 2024 e 2025. Já o percentual dos domicílios que utilizavam a banda larga fixa aumentou de 88,9% para 89,2% nesse mesmo período.
MAPA REGIONAL
O Centro-Oeste (93,6%) se manteve com a maior proporção de pessoas que utilizaram a internet, seguido pelo Sul (91,7%) e Sudeste (90,9%). O Norte (89,7%) e Nordeste (88,5%) permaneceram com resultados inferiores, mas com uma tendência de redução das disparidades regionais ao longo da série histórica. Entre 2019 a 2024, as regiões Norte e Nordeste tiveram uma elevação do porcentual de usuários da internet de 19,9 pp e 18,7 pp, respectivamente.
STREAMING PAGO
No ano passado, 33,4 milhões de domicílios possuíam acesso a serviço pago de streaming de vídeo, aumento de 1,5 milhão em comparação a 2024. O percentual de domicílios com televisão e acesso a esse serviço subiu de 43,4% (2024) para 44,4% (2025). Todas as grandes regiões apresentaram crescimento, com destaque para a Centro-Oeste que subiu 2,6 p.p. e agora lidera com 51,5%. Enquanto isso, a região Nordeste registrou a menor variação, 0,7 p.p, e a menor taxa, 30,7%.
Dentre os domicílios que tinham acesso a serviço pago de streaming de vídeo, 91,0% também possuíam acesso a canais de televisão: 85,7% por meio de sinal de televisão aberta e 38,9% por meio de serviço de TV por assinatura. Por outro lado, 9,0% dos que tinham acesso a streaming pago de vídeo não possuíam acesso a televisão aberta ou a serviço de TV por assinatura, percentual esse de 8,2% em 2024.