ESTUDO
PIB de Alagoas deve atingir R$ 109 bilhões em 2026, aponta estudo
Estimativa representa um crescimento de 21,5% em relação a 2023, o resultado oficial mais recente divulgado pelo IBGE
O Produto Interno Bruto (PIB) – conjunto de bens e serviços produzidos em Alagoas – deve atingir R$ 109 bilhões este ano, segundo estimativa do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) do Banco do Nordeste.
O montante representa um crescimento de 21,5% em relação a 2023, ano do último levantamento oficial do PIB, quando as riquezas alagoanas somaram R$ 89,68 bilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Oficialmente, o instituto leva em média dois anos para divulgar o conjunto de bens e serviços produzidos pelos estados. Essa lacuna se deve essencialmente pelo tempo de coleta de dados junto às secretarias de Planejamento, Gestão e Patrimônio dos Estados.
Com isso, o PIB oficial de Alagoas, com os dados consolidados, só foi divulgado no fim de 2025. De 2024 em diante, os valores representam estimativas baseadas em projeções dos economistas do Etene.
De acordo com o escritório, o PIB alagoano de 2026 representa 5,8% do total das riquezas produzidas no Nordeste. Na região, a Bahia lidera o ranking, com im PIB de R$ 524 bilhões (o equivalente a 27,8% de participação. Pernambuco vem logo a seguir, com 17,9%, Ceará (15,6%), Maranhão (9,9%) e Rio Grande do Norte (6,9%). A lista segue com Paraíba (6,7%), Piauí (5,4%) e Sergipe (4,1%).
Para 2027, o estudo do Banco do Nordeste projeta um PIB de R$ 117 bilhões para Alagoas. A expectativa é que o PIB nordestino atinja R$ 1,88 trilhão em 2026 e ultrapasse a marca de R$ 2 trilhões em 2027.
O levantamento destaca que, ao analisar os últimos quatro anos, o Nordeste apresentou desempenho ligeiramente superior ao da economia brasileira. Enquanto o crescimento acumulado do país foi de 26,3%, a região registrou expansão de 26,9% no mesmo período.
De acordo com o estudo, a taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,6% em 2025, o menor índice da série histórica, frente aos 6,6% registrados em 2024. No Nordeste, o indicador recuou de 9,1% para 7,9%. O rendimento médio real da população nordestina também avançou acima da média nacional, com crescimento de 5,3%, enquanto o país registrou alta de 4,1%.
O Banco do Nordeste informou ainda que aplicou R$ 68 bilhões em financiamentos em sua área de atuação ao longo de 2025. O volume representa um aumento próximo de 50% em comparação a 2022, quando os investimentos somaram R$ 46 bilhões.
Em Pernambuco, o PIB alcançou R$ 314 bilhões em 2025, resultado que representa crescimento de 5,93% em relação ao ano anterior. Entre 2022 e 2025, a economia pernambucana acumulou expansão de 27,84%, superando os índices registrados tanto pelo Nordeste quanto pelo conjunto do país.
As projeções indicam que o Estado deverá manter a trajetória de crescimento nos próximos anos. A expectativa é que o PIB pernambucano alcance R$ 337 bilhões em 2026 e ultrapasse R$ 362 bilhões em 2027.
Para o economista-chefe do BNB, Rogério Sobreira, a combinação entre investimentos e melhora dos indicadores econômicos tem impulsionado a atividade produtiva na Região.
“A taxa de desocupação no País atingiu em 2025 o menor nível da série histórica, ficando em 5,6%, abaixo dos 6,6% registrados em 2024. No Nordeste, a queda foi de 9,1% para 7,9%. O rendimento médio real da Região em 2025 também apresentou um maior crescimento do que o do Brasil: 5,3% contra uma alta de 4,1% no país”, afirma.
Outro estudo divulgado pela Tendências Consultoria estima que o Nordeste deve liderar a expansão da economia brasileira na próxima década, puxado especialmente pela atividade industrial e pelos investimentos em infraestrutura na região.
A instituição projeta expansão do Produto Interno Bruto (PIB) nordestino em 1,9% em 2026, 1,6% em 2027 e 3,3% ao ano entre 2028 e 2035. As estimativas de expansão do PIB brasileiro para os mesmos períodos são respectivamente de 1,6%, 1,3% e 2,4%. A Tendências avalia que o crescimento da região entre 2028 e 2035 irá superar o avanço do Norte e do Centro-Oeste, que lideraram o dinamismo econômico na última década e que deverão crescer 2,9% e 3%, respectivamente.