BALANÇA COMERCIAL
China lidera compra de produtos alagoanos em junho, diz ministério
Sozinho, o país asiático foi responsável pela movimentação de R$ 140,5 milhões no mês de junho, segundo dados do governo
A China liderou a compra de produtos alagoanos em junho, com um total de US$ 27,1 milhões (o equivalente a R$ 140,5 milhões no câmbio atual), segundo levantamento divulgado nessa sexta-feira (3), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O montante corresponde a um crescimento de mais de 603,6 mil por cento ante o mesmo mês do ano passado.
Sozinho, o país asiático foi responsável pelas exportações de 76,1% de todos produtos alagoanos enviados ao exterior no mês passado. Em sua totalidade, A China adquiriu minério de cobre e seus concentrados produzidos pela mineradora Vale Verde, localizada no município de Craíbas, no Agreste alagoano.
No ranking de maiores compradores, a Geórgia aparece em segundo lugar, com US$ 3,3 milhões, o equivalente a 9,3% do total exportado. Em seguida aparece o Peru (US$ 2 milhões) e o Marrocos (US$ 1,9 milhão).
Apesar do volume comprado pela China, as exportações alagoanas registraram uma queda de 13,5% em junho, somando US$ 35,6 milhões. Já as importações avançaram 31,5% no mês, movimentando US$ 119,3 milhões. Com isso, a balança comercial alagoana – medida pela diferença entre exportações e importações – registraram déficit de US$ 83,7 milhões.
Em nível nacional, com a ajuda do petróleo, da soja, da carne e do ferro, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, resultado 66,6% superior ao do mesmo mês de 2025.
O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram quase 25% no período, segundo dados divulgados Mdic.
A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 62,8 bilhões, o maior valor já registrado para um mês na série histórica.
Segundo os dados, as exportações somaram US$ 36,3 bilhões, um crescimento de 24,9%, enquanto as importações atingiram US$ 26,5 bilhões, alta de 14,4%. O resultado foi o terceiro melhor para o mês, só perdendo para junho de 2021 (US$ 10,414 bilhões) e de 2023 (US$ 10,077 bilhões).
O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.
EXPORTAÇÕES POR SETOR:
Indústria extrativa: US$ 9,9 bilhões (+58,4% ante junho de 2025);
Indústria de transformação: US$ 18 bilhões (+14,7%);
Agropecuária: US$ 8,1 bilhões (+18%).
Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, ainda é cedo para medir os efeitos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia sobre as exportações brasileiras, embora já existam relatos de maior interesse de importadores europeus.
As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países.
As vendas para os Estados Unidos avançaram 3,7% entre maio e junho, mesmo em meio às negociações para evitar a aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
As compras brasileiras no exterior também cresceram em junho, principalmente de bens de consumo e bens intermediários. No acumulado de janeiro a junho, a balança comercial registrou superávit de US$ 42,4 bilhões.