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CONFLITO

Israel avisa aos EUA de plano do Irã para assassinar Trump

Suposta retaliação seria planejada desde morte do general Qassim Suleimani

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Donald Trump disse nessa sexta-feira que cessar-fogo acabou
Donald Trump disse nessa sexta-feira que cessar-fogo acabou | Foto: — Divulgação

A inteligência de Israel compartilhou informações com o governo dos Estados Unidos que apontavam um suposto plano do Irã para matar o presidente Donald Trump, de acordo com publicação do jornal americano Wall Street Journal (WSJ) na quinta-feira (9).

O jornal não informou detalhes sobre a data em que o suposto plano foi elaborado. Segundo o WSJ, a medida seria parte de uma retaliação prometida desde o assassinato do general Qassim Suleimani, em janeiro de 2020, ainda no primeiro mandato de Trump.

Suleimani, 62, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, foi morto em um ataque com drone dos Estados Unidos perto do aeroporto de Bagdá, no Iraque.

Ele era considerado terrorista pelos governos dos EUA e de Israel desde 2011 e era próximo do aiatolá Ali Khamenei, morto em um bombardeio em fevereiro deste ano.

A cerimônia fúnebre de Khamenei, que se encerrou na quinta-feira (9) após quatro dias —e mais de quatro meses após a morte do líder supremo iraniano—, teve manifestantes segurando cartazes pedindo a morte de Trump.

Outros ataques mataram peças-chave do regime, como o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, em março, além do general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, no dia 6 de abril.

Procurada pelo jornal, a embaixada israelense em Washington não comentou o caso. A Casa Branca encaminhou ao WSJ uma fala de Trump na quarta-feira (8), durante visita a Ancara, na Turquia, sobre supostas ameaças feitas contra sua vida. "Eu sou o número um na lista de alvos", disse Trump em discurso.

Na quinta (9), o gabinete de Binyamin Netanyahu anunciou que Trump conversou por telefone com o primeiro-ministro israelense para informá-lo sobre ações militares em andamento na região do Golfo Pérsico.

As forças dos Estados Unidos atacaram o Irã pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta após Trump afirmar que a trégua estabelecida em 17 de junho havia chegado ao fim.

Segundo o Exército, os ataques tinham como objetivo garantir que o Irã não feche o estreito de Hormuz. Washington disse ainda que as forças iranianas atacaram três petroleiros na região.

Nessa sexta-feira (10), Donald Trump afirmou que o Irã pediu novas negociações ao governo dos EUA, que concordou em fazê-las, porém, reafirmou ao regime islâmico que o “cessar-fogo acabou”.

“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as ‘conversas’. Concordamos em fazê-lo, mas os Estados Unidos deixaram claro para eles, sem rodeios, que o cessar-fogo acabou”, destacou Trump.

EUA e Irã chegaram a um acordo preliminar em 17 de junho, que previa uma trégua de 60 dias — que iria até meados de agosto, para os países resolverem as divergências restantes para por fim à guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro.

Porém, desde terça-feira (7), os países voltaram a trocar ataques e, na quarta, Trump afirmou que a trégua chegou ao fim. Os Estados Unidos bombardearam, nos últimos três dias, diversas cidades do Irã, que retaliou alvejando bases militares norte-americanas no Oriente Médio.

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