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FMI fecha acordo de US$ 30 bi com o Brasil

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O valor do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) será de US$ 30 bilhões. A informação foi confirmada pelo FMI. Do total do valor, 80% estarão disponíveis em 2003. Para este ano, o Brasil terá, portanto, só US$ 6 bilhões do Fundo. Segundo o FMI, o acordo permitirá a redução de US$ 10 bilhões no piso das reservas líquidas internacionais do Brasil. As informações são de nota oficial divulgada pelo FMI. O Ministério da Fazenda anunciou, no começo da noite desta quarta-feira, que o acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) terá duração de 15 meses e será submetido à avaliação da diretoria do Fundo no início de setembro. O acerto vai permitir ao governo lidar com a crise do mercado financeiro, que tem pressionado a cotação do dólar. Superávit primário A meta de superávit primário do Produto Interno Bruto (PIB) para 2003 não foi alterada: fica em 3,75%. Mas o próximo governo terá que se comprometer em não estipular metas inferiores a este valor para os anos de 2004 e 2005. Outra medida prevista é a redução do piso de reservas de US$ 15 bilhões para US$ 5 bilhões, que deverá entrar em vigor após a aprovação do acordo em setembro. Isso quer dizer que o País terá mais US$ 10 bilhões para enfrentar possíveis crises e permite ao Banco Central (BC) dispor de mais dólares para vender ao mercado e sustentar a cotação do real. ?Reduzindo as vulnerabilidades e as incertezas, um novo acordo apoiado pelo FMI fornece uma ponte para o novo governo que começa em 2003?, disse o diretor-gerente do Fundo em comunicado. Em nota oficial à imprensa, o governo informa que as autoridades brasileiras ?estão convencidas que esse acordo serve aos interesses do País e confiam em que ele contará com o apoio dos principais candidatos à eleição presidencial?. O programa stand by permite a um governo fazer saques do dinheiro disponível quando ache necessário. Dólar fecha cotado a R$ 3,01 e risco-Brasil recua 9,78% O dólar fechou em forte queda ontem, com a perspectiva do anúncio de um acordo entre o Brasil e o Fundo Monetário Internacional até a quinta-feira. A moeda norte-americana fechou negociada a R$ 3,015 para venda (compra a R$ 3,010), pela taxa do Banco Central. A queda em relação ao valor do fechamento de ontem é de 3,05%. É o valor mais baixo do dólar - que está acima de R$ 3 desde 26 de julho - nesta semana. O Índice Bovespa (principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta de 1,17%. Operadores registram baixo volume de negócios. O mercado esperava notícias de um acordo entre o governo brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que veio a ser divulgado somente depois do encerramento dos negócios. O Banco Central está fazendo intervenções diárias com vendas mínimas de US$ 50 milhões no mercado de câmbio. Entre os dias 22 e 31 de julho passados, o dólar comercial atingiu níveis recordes nos fechamentos de oito dias seguidos. Risco A expectativa do anúncio do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) levou o risco-Brasil a cair abaixo dos 2 mil pontos pela primeira vez desde 25 de julho. O indicador finalizou em baixa de 9,78%, aos 1.918 pontos totais. A pontuação mínima foi de 1.860. Isso significa que os títulos da dívida brasileira pagam 19,18 pontos percentuais acima do valor dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O risco-país é o principal termômetro para medir a desconfiança dos investidores sobre um país. Ele cai (ou sobe) quase proporcionalmente à alta (ou queda) do valor dos títulos da dívida. Na semana passada, a taxa de risco-Brasil quebrou recordes e chegou a beirar os 2.400 pontos.

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