TRABALHO
Caged: cinco municípios lideram a geração de empregos em Alagoas
Maceió encabeça criação de vagas de trabalho com carteira assinada, segundo levantamento do Ministério do Trabalho
Cinco municípios de Alagoas lideram a abertura de empregos com carteira assinada em 2026, segundo dados compilados pela reportagem junto ao novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com o levantamento, Maceió lidera o ranking com a criação de 1.993 postos formais de trabalho de janeiro a maio deste ano. O número é a diferença entre as 44.991 admissões e os 42.998 desligamentos no período.
A lista segue com Canapi, que abriu 989 novas vagas formais; Arapiraca (520), Ouro Branco (194) e Porto de Pedras (177).
Segundo os dados do MTE, 47 dos 102 municípios alagoanos – o equivalente a 46% do total – tiveram saldo positivo de emprego nos cinco primeiros meses do ano. Outros cinco (Barra de Santo Antônio, Carneiros, Minador do Negrão, Olha d'Água Grande e Palestina) não criaram nenhuma nova vaga de emprego.
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Na outra ponta, 50 municípios registraram saldo negativo de emprego de janeiro a maio, segundo o Caged. O destaque ficou com Rio Largo, que registrou a maior extinção de postos de trabalho, com 2.92 casos.. Em seguida aparecem Coruripe (-2.453), Campo Alegre (-1.869), São José da Laje (-1.685) e Atalaia (-1.397).
O desempenho negativo de quase metade dos municípios puxou para baixo a criação de empregos no Estado, que registra saldo negativo de 11,2 mil postos com carteira assinada nos cinco primeiros meses.
Em todo o País, foram criados 767.326 novos empregos formais nos cinco primeiros meses do ano. O saldo positivo foi observado devido ao maior volume de contratações do que demissões em todos os meses deste ano. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o número de vagas abertas equivale a 973.285 contratações com carteira assinada.
Somente em maio, o mercado de trabalho brasileiro abriu 72.960 postos com carteira assinada. O resultado positivo de maio foi originado de 2.21 milhoes admissões e 2,13 milhões desligamentos realizados em maio. Os números ainda podem ser revisados pelo Ministério do Trabalho.
O saldo do mercado formal de trabalho em maio foi 51% inferior ao do mesmo período do ano passado (148.992 postos) e também representa o pior desempenho desde 2020, quando foram registradas mais de 350 mil demissões.
Ao comentar o menor saldo de contratações desde 2020, Luiz Marinho reafirmou que a política monetária contracionista é prejudicial para a geração de empregos. "Eu acho que a política monetária do jeito que está gera um efeito muito negativo para o mercado de trabalho, que deveria estar mais positivo", avaliou.
Diante dos recentes avanços do mercado formal de trabalho, o estoque de postos de trabalho com carteira assinada subiu 0,15% em maio, para 47,88 milhões. Trata-se do maior estoque de toda série histórica do indicador.
O saldo positivo foi liderado pelo setor de serviços, que fechou o mês com 45.655 novos profissionais com carteira assinada. Na sequência, aparecem a construção (12.096 postos), a agropecuária (10.205 empregos), a indústria (4.974 vagas) e o comércio (40 contratações).
Segundo o ministério, a remuneração média no momento da contratação recuou 0,75%. Os brasileiros contratados com carteira assinada em maio firmaram contratos para receber, em média, R$ 2.384,10. O valor é R$ 17,97 menor em comparação com o mês anterior (R$ 2.402,07).