Economia
Bolsas da Europa reagem bem ao acordo e Bovespa sobe 4,5%
São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo terminou o pregão de ontem em forte alta, de 4,5 por cento, acima dos 10 mil pontos pela primeira vez desde o início do mês. O pregão foi animado pelo pacote de ajuda financeira do FMI, que fez voltar o interesse de investidores estrangeiros e impulsionou, principalmente, as ações de companhias endividadas em dólar. O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, terminou aos 10.315 pontos, maior nível desde 26 de julho passado, quando a bolsa fechou aos 10.345 pontos. Embora inflado por uma operação extraordinária de 106 milhões de reais, o volume de negócios foi de 997 milhões de reais, maior desde 4 de dezembro de 2001, quando a bolsa girou 1,185 bilhão de reais. A comparação exclui dias especiais, como os de vencimento de opções, que fazem crescer o volume. Alta de até 5% As bolsas européias reagiram com entusiasmo ao empréstimo de US$ 30 bilhões ao Brasil e fecharam em alta nos principais países, sobretudo na Espanha. O índice Ibex, da Bolsa de Madri, subiu 5%, atingindo 6.396 pontos. O ?efeito samba? foi também um dos principais fatores da alta nas bolsas de Amsterdã (4,96%), Frankfurt (4,1%), Londres (3,6%) e Paris (3,6%). As ações de bancos e grandes empresas espanholas dispararam. Os títulos do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) tiveram alta de 8,59% e os do Banco Santander Central Hispano (BSCH), que controla o Banespa, subiram 8,16%. A Telefónica teve alta de 7,75% nas ações e o banco holandês ABN Amro, dono do Banco Real, 11,5%. Subiram também ações de empresas ligadas ao Brasil, como a francesa Carrefour (4,20%), a norueguesa Ahold (supermercados Bompreço, 3,68%) e as italianas Pirelli (10,42%), Parmalat (6,56%) e Fiat (4%).