COMÉRCIO EXTERIOR
Exportações alagoanas crescem 12,3% e somam R$ 259,5 mi em julho
Venda de produtos alagoanos para o exterior foi puxada pelo minério de cobre, responsável por 64,7% do total exportado
As exportações alagoanas registraram crescimento de 12,3% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e movimentaram US$ 50,8 milhões (o equivalente a R$ 258,9 milhões no câmbio atual).
De acordo com os dados divulgados na quinta-feira (6), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), no mês passado a venda de produtos alagoanos para o exterior foi puxada pelo minério de cobre, responsável por 64,7% de todos os produtos comprados por outros países. Sozinho, o produto movimentou US$ 32,9 milhões, um crescimento de 36,3% ante julho de 2025.
Segundo lugar no ranking, o açúcar foi responsável pela movimentação de US$ 14,6 milhões, uma retração de 24,6%. O volume exportado representa uma participação de 28,8%. O fumo aparece como terceiro produto mais exportado, com a movimentação de US$ 2,3 milhões (o correspondente a 4,6% do total vendido).
A China segue na liderança de países compradores dos produtos alagoanos, com 64,7% de participação - o que significa um total de US$ 32,9 milhões. Em seguida aparecem Portugal, com 23,7%, Estados Unidos (5,3%) e República Dominicana (4,6%).
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No âmbito das importações, Alagoas apresentou crescimento de 11,9% em julho, ante o mesmo mês de 2025, movimentando US$ 119,8 milhões (cerca de R$ 610,6 milhões). Com isso, a balança comercial - resultado da diferença entre exportações e importações - registrou deficit de US$ 69 milhões (R$ 351,7 milhões).
No acumulado do ano, as exportações alagoanas apresentam queda de 23,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a julho, as vendas para o exterior somaram US$ 410,9 milhões. Já as importações avançaram 23,1% no período e atingiram US$ 711,8 milhões. Com o resultado, a balança comercial acumula um déficit de US$ 300,9 milhões no período.
Em todo o País, com exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões, o Brasil registrou pouco mais de US$ 7 bilhões de superávit na balança comercial ao longo do mês de julho deste ano.
A corrente de comércio (soma de exportações e importações) totalizou US$ 61,17 bilhões no período, o que representa um crescimento de 6,8% na comparação com julho de 2025. Tanto as exportações (6,2%) quanto as importações (7,6%) registraram aumento em relação ao mesmo período do ano passado.
Das exportações, segundo o Mdic, houve crescimento 9,3% em agropecuária, impulsionado principalmente pelas vendas de soja, que avançaram cerca de US$ 870 milhões; na indústria extrativa, com ampliação nas negociações de óleo bruto de petróleo (+US$ 960 milhões); e na indústria de transformação, especialmente venda de óleos combustíveis (+US$ 960 milhões). No caso dos combustíveis, o aumento percentual nas exportações superou 63%.
Já as importações de julho foram puxadas principalmente pelo aumento nas compras de óleos combustíveis de petróleo (+US$ 500 milhões); máquinas de processamento automático de dados e suas unidades (+US$ 320 milhões); medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (+US$ 320 milhões); válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+US$ 290 milhões); e polímeros de etileno, em formas primárias (+US$ 150 milhões).
De acordo com os resultados da balança de julho, o principal parceiro comercial do Brasil segue sendo a China, que concentrou quase um terço das exportações brasileiras no mês passado, somando mais de US$ 10,7 bilhões, um aumento de 8,6% em relação a julho de 2025.
Em seguida, aparecem os Estados Unidos (EUA), destino de 10,7% das exportações brasileiras no mês passado, o que representou uma queda de 5% na comparação com julho de 2025. O recuo nas exportações aos EUA em julho ainda não abrange os efeitos do novo tarifaço do governo norte-americano, que só começou a valer no dia 22 de julho e deverá impactar as vendas em agosto, cujos resultados serão divulgados no início de setembro.
Houve queda também nas exportações do Brasil para a Argentina no mês passado, uma redução de quase US$ 230 milhões – variação negativa de 13,9% em relação a julho do ano passado.