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Bacia Leiteira ganha novo impulso

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O cenário é otimista. Com a implantação de novas indústrias e a reabertura de portas para o mercado externo, após Alagoas passar de zona de risco desconhecido para zona de risco médio da aftosa, a produção leiteira do Estado, que já foi uma das maiores do Nordeste, ganha impulso e volta a registrar crescimento nos últimos anos. A década de 80 não foi das melhores. A falta de investimentos dos próprios produtores em conhecimento e tecnologia, a falta de apoio dos governos, a política de juros altos, a própria crise vivida pelo Estado e pelo País, com o declínio do setor produtivo, refletido, também, nas estatísticas da produção do leite, trouxeram situações desesperadoras, levando o Estado a perder posições no ranking regional, onde figurava como a principal Bacia Leiteira do Nordeste, gerando matrizes genéticas para outros Estados, como Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. ### Projetos devem injetar R$ 15 milhões no setor ?Estamos vindo de um processo cruel de estagnação que durou cerca de dez anos, reflexo da falta de assistência técnica, endividamento do produtor por causa de juros altos e empréstimos mal empregados, e tudo isso gerou um desestímulo e a cadeia retraiu. Durante anos não houve evolução do produtor, da indústria, da classificação de risco da aftosa e também não havia uma política de preços. O segmento chegou ao máximo da crise, com os pais incentivando os filhos a deixarem a atividade?, revela André Ramalho, presidente do Sindicato dos Produtores de Leite (Sile-AL). Hoje, segundo ele, os produtores vivem uma realidade mais promissora, que se respalda em uma série de projetos do governo e entidades de apoio, que prescrevem bons investimentos a curto prazo, em linhas de crédito bem mais favoráveis, numa nova visão técnica, e numa parceria sólida entre a produção e a indústria. ### Bona Sorte aposta em diversidade de produtos lácteos No começo do próximo ano, depois do carnaval, será inaugurada, no município de Palmeira dos Índios, a indústria Bona Sorte. Chega forte, com a perspectiva de gerar 100 empregos diretos e 1.200 indiretos, direcionados, prioritariamente, para o pessoal da região, segundo informou o empresário Roberto Amaral, um dos sócios do empreendimento. ?Temos uma lacuna grande deixada pela Camila a ser preenchida e um celeiro de mão de obra especializada a ser absorvido na região. O parque industrial é muito moderno. Estamos numa fase muito emocionante, de treinamento, de testagem de máquinas, deixando tudo prontinho para a inauguração?, diz Amaral. ### Gado leiteiro é destaque em genética Os números ainda não se revelam em estatísticas sólidas, mas os sinais são evidentes. Ronaldo Moraes, gerente da Unidade de Territórios Específicos do Sebrae Alagoas, aponta fatos recentes que ilustram a revitalização da cadeia do leite em Alagoas. ?A exposição de Batalha [em setembro] já havia reunido diversos visitantes e expositores de outros Estados. A Expoagro [em Maceió ? outubro e novembro] reafirmou essa tendência e retomou projetos interessantes, como o torneio leiteiro?, diz ele. E Alagoas, se não figura entre os maiores produtores de leite do País, até por causa da sua extensão territorial, figura entre os primeiros em genética de gado leiteiro. ///

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