ALIMENTOS
Valor da cesta básica vendida em Maceió cai 7,87% em julho, diz Dieese
O valor do kit básico de alimentos na capital alagoana atingiu R$ 618,60, o segundo menor do Brasil
O valor da cesta básica comercializada em Maceió apresentou uma retração de 7,87% na passagem de junho para julho, a segunda maior queda entre as 27 capitais do País, atrás apenas de Natal (RN), que teve deflação de 7,95 %.
De acordo com o levantamento divulgado na terça-feira (11) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor do kit básico de alimentos na capital alagoana atingiu R$ 618,60 – o segundo menor do País. Aracaju registrou o preço mais baixo, com R$ 594,07.
Em julho, a retração no valor da cesta básica vendida em Maceió foi puxada pelo preço do tomate, que desacelerou 51,88% ante junho.
Segundo o Dieese, houve retração em outros cinco dos 12 produtos que compõem o conjunto de alimentos: banana (-5,14%), óleo de soja (-2,10%), manteiga (-1,86%), café em pó (-1,72%) e leite integral (-0,59%).
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Outros seis itens apresentaram elevação de preço: arroz agulhinha (3,49%), feijão carioca (1,81%), açúcar cristal (1,69%), pão francês (1,26%), farinha de mandioca (0,50%) e carne bovina de primeira (0,10%).
Apesar da retração registrada em julho, o valor da cesta básica em Maceió acumula alta de 4,90% no ano. Em 12 meses, a retração é de 0,51%.
GASTOS
Em julho de 2026, o trabalhador de Maceió remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 83 horas e 58 minutos para adquirir a cesta básica. Em junho de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 91 horas e 07 minutos. Em julho de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 90 horas e 07 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em julho de 2026, 41,26% da renda para adquirir a cesta. Em junho de 2026, esse percentual correspondeu a 44,78% da renda líquida e, em julho de 2025, a 44,28%.
Em todo o País, o custo da alimentação deu sinais importantes de alívio para as famílias brasileiras em julho. A cesta básica ficou mais barata em 26 das 27 capitais do país. São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 915,01), seguida por Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37).