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Busca das empresas alagoanas por crédito avança 10,8%, aponta Serasa

Percentual é o segundo maior do Nordeste, atrás apenas da Paraíba, que lidera a lista com alta de 17,3%

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Busca de empresas alagoanos por empréstimo registra aumento
Busca de empresas alagoanos por empréstimo registra aumento | Foto: — Divulgação

A busca de empresas alagoanos por empréstimo registrou crescimento de 10,8% no acumulado de 12 meses até junho, segundo levantamento divulgado nessa quinta-feira (20), pela Serasa. É o segundo maior percentual entre os Estados nordestinos e o sétimo maior do Brasil.

Na região Nordeste, apenas a Paraíba registrou alta maior que Alagoas, com 17,3%. Depois de Alagoas, aparecem o Piauí (9,9%), Maranhão (8,7%), Sergipe (8,3%), Bahia (8,2%), Ceará (7,8%) e Pernambuco (5%).

Em nível nacional, as maiores variações foram registradas em Mato Grosso do Sul (23,3%), Roraima (21,9%) e Paraíba (17,3%). Na sequência, também se destacaram Amazonas (16,5%) e Tocantins (13,6%). Na outra ponta, os menores resultados foram observados no Rio de Janeiro (-0,4%), Espírito Santo (3,3%) e Pernambuco (5,0%).

Na média nacional, a busca das empresas brasileiras por crédito registrou crescimento de 9,2% no acumulado dos últimos 12 meses até junho. Na análise por porte, as micro e pequenas empresas (MPEs) registraram variação de 9,2%, a mais elevada entre os grupos analisados. Na sequência, aparecem as grandes empresas (7,8%) e as médias (7,4%).

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Para a economista-chefe da Serasa, Camila Abdelmalack, o comportamento do indicador reflete um ambiente econômico que segue desafiador para as empresas.

“A demanda por crédito das empresas segue em um patamar elevado, mesmo em um ambiente de juros ainda restritivos e de desaceleração da atividade econômica”, destaca.

Segundo ela, esse comportamento evidencia que o crédito continua desempenhando um papel importante na sustentação das operações das empresas, especialmente para atender necessidades de capital de giro e gestão do fluxo de caixa.

“Entre as micro e pequenas empresas, essa necessidade tende a ser ainda mais evidente, diante dos desafios de equilibrar recebimentos, pagamentos e preservar a liquidez do negócio”, ressalta.

Camila ainda ressalta que a maior dependência desse grupo em relação ao financiamento bancário para administrar o capital de giro, equilibrar o fluxo de caixa e manter a operação em um ambiente ainda marcado por custo financeiro elevado.

“Ao mesmo tempo, o mercado de crédito continua operando com maior cautela do lado da oferta. O ambiente de inadimplência ainda elevado leva as instituições financeiras a manterem critérios mais rigorosos na concessão, mesmo com iniciativas recentes de apoio, como programas lastreados por fundos garantidores, que ajudam a ampliar o acesso ao crédito em modalidades como capital de giro”, diz.

Para ela, esses instrumentos contribuem para dar tração às concessões, mas não alteram o fato de que o custo do crédito permanece pressionado por um ambiente de juros ainda elevados.

SETORES

Na análise por setores, todas as categorias apresentaram crescimento no período. O setor de serviços registrou a maior variação, com avanço de 14,0%, seguido por "Agropecuária" (13,0%), "Indústria" (7,5%) e "Comércio" (5,3%).

Na comparação entre junho de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, a demanda por crédito das empresas cresceu 6,6%. Entre os portes, as grandes empresas registraram a maior variação (10,0%), seguidas pelas micro e pequenas empresas (6,6%) e pelas médias empresas (6,2%).

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