NEGÓCIOS
Indústria de alimentos de AL movimenta R$ 8,8 bi em um ano
O montante foi gerado pelas 427 empresas do setor existentes em Alagoas em 2025
A indústria alagoana de alimentos movimentou R$ 8,8 bilhões no ano passado, volume correspondente a 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia).
O montante foi gerado pelas 427 empresas do setor existentes em Alagoas em 2025. Juntas, elas empregavam 53,4 mil pessoas, além de gerarem outros 213,8 mil empregos indiretos.
Os dados mostram também que a indústria de alimentos local foi responsável pela movimentação de R$ 578 milhões em exportações — a maior parte gerada pelo setor sucroalcooleiro, com a venda de açúcar para o exterior.
No Nordeste, o volume de recursos gerados pelo setor alagoano é maior do que o apresentado em estados como a Paraíba, que movimentou R$ 5,2 bilhões — o menor volume entre os nove Estados da região —, Rio Grande do Norte (R$ 5,8 bi), Piauí (R$ 6,5 bi) e Sergipe (R$ 6,8 bi).
Em nível nacional, a indústria de alimentos encerrou 2025 com faturamento de R$ 1,388 trilhão, alta de 8,02% em relação ao ano anterior, somando vendas internas e exportações.
Três mulheres morrem após carro cair em canal no Paraná; câmera registra acidente
Advogado é flagrado agredindo filha de 6 anos dentro de elevador
Ex-deputado que negou palanque com Bolsonaro pede perdão a Michelle
Jiboia é encontrada dentro de motor de carro em oficina de Maceió
Dietal celebra o Dia do Folclore em Alagoas
O setor manteve sua relevância econômica, respondendo por 10,9% do PIB nacional.
O grande destaque do ano foi o mercado interno, que respondeu por R$ 1,02 trilhão, sendo R$ 732 bilhões decorrentes do varejo e R$ 287,9 bilhões do food service, que vem retomando sua fatia de participação, com crescimento nominal de 8,4% e 10,1%, respectivamente.
O comportamento da demanda doméstica foi determinante para sustentar o crescimento real das vendas, que avançaram 2,2%. O resultado reflete a recomposição gradual do consumo das famílias, o avanço do consumo fora do lar e os ganhos de eficiência obtidos pelas empresas ao longo do ano. A produção física da indústria atingiu 288 milhões de toneladas, alta de 1,9%.
No campo, a indústria manteve sua posição estratégica como principal cliente da agropecuária nacional, adquirindo 62% de toda a produção agropecuária brasileira e 68% da produção da agricultura familiar.
“Somos o maior parceiro do campo e esse elo se manteve forte em 2025, garantindo previsibilidade para o produtor rural, fortalecendo sua renda e ampliando a capacidade de escoamento da produção agrícola nacional. O bom desempenho do setor é também um reflexo desse trabalho integrado, que beneficia produtores, indústrias, trabalhadores e consumidores”, avalia o presidente executivo da Abia, João Dornellas.
ESTIMATIVAS
Para este ano, as vendas reais devem crescer entre 2% e 2,5%, impulsionadas pela continuidade da demanda doméstica e pela recuperação gradual do mercado internacional.
Do ponto de vista da oferta, a manutenção da safra 2025-2026 contribui para assegurar o abastecimento de matérias-primas. Por outro lado, a alta dos preços das embalagens continua sendo fator de pressão nos custos.
A geração de empregos deve acompanhar esse movimento, com alta prevista entre 1% e 1,5%, mantendo o setor como um dos principais motores de ocupação na indústria brasileira.