Economia
Fiesp e bancos ap�iam miss�o comercial que vai ao M�xico
Ribeirão Preto - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está convocando seus associados para que façam parte da missão comercial que irá ao México no fim do mês. A Fiesp considera que há boas oportunidades de negócios entre os dois países, perspectiva já sentida pelo setor financeiro. Dos bancos que atuam em comércio exterior no Brasil, 15 enviarão representantes ao México como patrocinadores da missão. O aval dos bancos no Brasil é compartilhado por instituições financeiras do México. O banco mexicano voltado para o comércio exterior, Bancomext, e a Nacional Financeira (Nafin) se comprometeram a selecionar empresas mexicanas com interesse em produtos brasileiros. ?Já existem bases concretas para uma maior parceria entre os dois países?, comenta o vice-presidente da Fiesp, Carlos Roberto Liboni. Ele cita o acordo automotivo e o recente acordo com o México que prevê desoneração simétrica de 20% a 100% nas tarifas de importação. O acordo beneficia 792 itens, 641 industriais e 151 agrícolas. A ida ao México foi definida após reunião entre mais de 50 empresários e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, em Brasília, no fim de julho. Liboni destaca que a presença do ministro na missão é mais um ponto a favor. Sabor especial ?A presença do governo e de representantes do setor financeiro dará um sabor especial à missão?, comenta. Liboni prevê que as empresas que produzem equipamentos para o setor sucroalcooleiro devem ser as mais beneficiadas. Ele lembra que a Cidade do México, onde ocorrerá o encontro, é uma das concentrações urbanas mais afetadas pela poluição atmosférica. ?Não vejo solução para este problema que não passe pelo álcool?, afirma o vice-presidente da Fiesp. Um estudo realizado pelo consultor da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), Luis Carlos Corrêa de Carvalho, atesta que o segmento realmente pode ser beneficiado. Carvalho aponta que 27 usinas de açúcar serão privatizadas no México e que o uso do álcool como aditivo à gasolina já foi atestado como eficiente pelo governo mexicano.