BALANÇO
Serviços de AL geram mais de R$ 20 bilhões em receita bruta em um ano
No ano de referência da pesquisa, o setor alagoana reuniu 11.918 empresas com 138.206 pessoas ocupadas, aponta IBGE
O setor de serviços de Alagoas movimentou R$ 20,7 bilhões em receita bruta em 2024, segundo levantamento divulgado nessa quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O montante corresponde a 5,4% de toda a receita bruta de prestação de serviços gerada no Nordeste.
No ano de referência da pesquisa, o setor de serviços locais reuniu 11.918 empresas com 138.206 pessoas ocupadas. Entre os segmentos pesquisados em Alagoas, os serviços prestados principalmente às famílias, que incluem serviços de alojamento e alimentação, atividades culturais, recreativas e esportivas, serviços pessoais e atividades de ensino continuado, reuniram o maior número de empresas em 2024, com 4.062 estabelecimentos.
Em seguida, aparecem os serviços profissionais, administrativos e complementares, com 3.852 empresas. Juntos, os dois segmentos concentravam 66,4% das empresas de serviços não financeiros investigadas pela pesquisa no estado.
Dentro dos serviços prestados principalmente às famílias, o grupo formado por alojamento e alimentação reunia 2.634 empresas. Isso significa que quase dois terços (64,8%) das empresas desse segmento em Alagoas estavam concentradas nessas duas atividades.
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Quando o indicador analisado é o número de trabalhadores, a liderança muda. Os serviços profissionais, administrativos e complementares concentravam 57.340 pessoas ocupadas em Alagoas em 2024, o equivalente a 41,5% das 138.206 pessoas ocupadas no setor de serviços não financeiros do estado.
Os serviços prestados às famílias aparecem na sequência, com 42.203 pessoas ocupadas. Dentro desse segmento, somente as atividades de alojamento e alimentação empregavam 34.734 pessoas, correspondendo a 82,3% do pessoal ocupado no grupo.
O perfil observado em Alagoas acompanha, em parte, a estrutura nacional. Nesse parâmetro, o setor empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024. Esses trabalhadores receberam, em média, 2,2 salários mínimos mensais.
Há dois anos, o cenário era composto por 1,9 milhão de empresas ativas que pagaram, ao todo, R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações, como férias e comissões.
O setor de serviços não financeiros abrange áreas como educação, escritórios de advocacia, imobiliárias, restaurantes, salões de beleza, tecnologia da informação, telecomunicação, transportes, turismo e vigilância. Bancos não estão incluídos.
As empresas pesquisadas somaram receita operacional líquida de R$ 3,5 trilhões em 2024 e adicionaram R$ 2,1 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), o conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.
A Pesquisa Anual de Serviços já tinha sido realizada em anos anteriores. Mas, por causa de mudança de metodologia e forma de obter os dados, o IBGE interrompeu a série histórica, de forma que não é possível fazer comparações com outras edições.
O levantamento mostra que o ramo classificado como atividades de alimentação (restaurantes, bares e bufês, por exemplo) é o maior empregador do setor, absorvendo 1,9 milhão de pessoas, o que representava 11,7% da mão de obra de todas as empresas de serviços não financeiros.