TRABALHO
Alagoas gera 1,2 mil empregos com carteira assinada em julho
Segundo o governo, as contratações foram puxadas pelo setor de serviços, que abriu 504 vagas formais de trabalho no mês
Alagoas registrou a abertura de 1.203 postos de trabalho com carteira assinada no mês de julho, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nessa sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número corresponde à diferença entre as 16.466 admissões e os 15.263 desligamentos no período.
Segundo o governo federal, as contratações do mês passado foram puxadas pelo setor de serviços, que abriu 504 postos formais de trabalho. Em seguida, aparecem a indústria, com 439 novas vagas, a agropecuária (316) e o comércio (52). O setor de construção foi o único a apresentar saldo negativo, com a extinção de 108 vagas.
Com o resultado de julho, Alagoas registra um estoque de 446,5 mil vagas com carteira assinada. O setor de serviços puxa o saldo, com um estoque de 220,7 mil, seguido pelo comércio (103,9 mil), indústria (65,5 mil), construção (38,4 mil) e agropecuária (17,8 mil).
Em todo o país, os dados do Caged apontam que 58.568 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em julho. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo é 57,3% menor em relação a junho, quando o país criou 137.044 empregos.
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A criação de empregos caiu 56,3% em comparação a julho do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 133.932 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de julho desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de transporte, armazenagem e correio, com a abertura de 18.150 postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 12.235 vagas. O setor de educação, no entanto, fechou 7.352 postos.
Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento de obras de infraestrutura, que abriu 7.087 empregos formais. Em segundo, vêm os serviços especializados para construção, com 4.253 postos.
Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 6.994 vagas, seguida por fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.440) e fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1.950).
Na divisão por unidades da Federação, 22 registraram saldo positivo e cinco demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+17.814), Mato Grosso (+5.766) e Minas Gerais (+5.199).
As unidades da Federação que eliminaram empregos formais em julho foram Espírito Santo (-2.605), Rio Grande do Sul (-903), Tocantins (-366), Santa Catarina (-248) e Distrito Federal (-134).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Espírito Santo, as demissões decorrem do fim da safra de café. No Tocantins, estão relacionadas ao comércio e à agropecuária. No Rio Grande do Sul, concentraram-se na indústria do fumo e no comércio.
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou julho em 48.082.866, alta de 0,12% em relação a junho e de 1,02% em relação ao mesmo mês do ano passado.