Economia
Com�rcio tamb�m sofre com falta de vontade pol�tica
Não é apenas o setor industrial que sofre com a falta de vontade política. O mesmo problema também está atrasando o crescimento do comércio do Estado, especialmente o de Maceió. A denúncia é do presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Maceió), Silvio Arruda. ?Depois de dez anos de administração de um mesmo grupo, que está à frente da Prefeitura de Maceió desde 1992, somente agora é que começam a fazer alguma coisa no Centro?, desabafa Arruda. Na avaliação do Sincomércio, após a pressão exercida pelos comerciantes, que promoveram várias ações, a exemplo do movimento ?Vamos Abraçar o Centro?, é que a prefeitura despertou para as necessidades da área comercial e começou a fazer o ?dever de casa?, tapando buracos, podando árvores e modificando as galerias. ?Isso não é favor. É obrigação. O que é preciso, agora, é uma mudança de mentalidade. Não podemos continuar à mercê dessa concepção atrasada em que para cumprir com o seu dever a prefeitura e o governo têm de ser pressionados?, enfatiza. O comércio, segundo Arruda, é o setor mais importante da economia alagoana e deveria ser tratado com prioridade. ?Somente no Centro de Maceió são gerados mais de oito mil empregos diretos. Somos também os maiores contribuintes de impostos e no entanto, só encontramos dificuldades no poder público?, destaca. Mudanças Arruda defende ações concretas de apoio ao Comércio. No caso do Centro, ele pede a revitalização do bairro, uma antiga reivindicação do setor, que esbarra, até hoje, na ?má vontade? da atual administração. O ponto mais importante, no entanto, segundo Arruda, é a mudança no tratamento fiscal. O sincomércio defende a mudança na legislação tributária estadual, nos mesmos moldes dos outros Estados nordestinos. ?Vários Estados do Nordeste mudaram a legislação, reduzindo a carga tributária do setor e conseguiram registrar crescimento da arrecadação. Em Alagoas, por falta de uma política tributária razoável, o comércio perde competitividade e muitos alagoanos vão fazer suas compras em outros Estados. Ou mudamos essa realidade, ou continuaremos no atraso?, lamenta.