Economia
D�lar mant�m escalada e Bovespa cai 2,62%
São Paulo ? O dólar comercial manteve ontem sua escalada, apesar das previsões otimistas que se desenharam no meio da semana passada após o anúncio do pacote de US$ 30 bilhões anunciado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Sabendo que o governo tem US$ 15 bilhões para despejar no mercado cambial, o mercado pressiona o Banco Central para irrigar o mercado e testa seus limites, em uma verdadeira queda-de-braço. O resultado foi a alta de 4,47% do dólar comercial, que fechou a R$ 3,155 para venda e R$ 3,145 para a compra, após bater em R$ 3,16. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 2,62% aos 9.723 pontos, com volume financeiro de R$ 647,143 milhões. Foi a segunda baixa seguida. Na última sexta-feira, perdeu 3,19%. Também foi o segundo fechamento do índice abaixo do patamar de 10.000 pontos. A incerteza eleitoral voltou a ser apontada por operadores como principal fator para a queda do Ibovespa. Desde a última sexta-feira, ganharam força os boatos da desistência do candidato José Serra (PSDB) da corrida presidencial. Nos EUA, o mercado de ações terminou pessimista em relação a um novo corte de juros amanhã pelo Federal Reserve (FED), o Banco Central dos EUA. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova Iorque, caiu 0,64%. A bolsa eletrônica Nasdaq finalizou quase estável, com leve variação positiva de 0,05%. Risco-país O inesperado aconteceu. Mesmo com a garantia de um pacote de US$ 30 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil assumiu a terceira posição do ranking de maiores riscos-país do mundo, superando o Uruguai. Com a escalada de 10,8% do risco brasileiro, que ontem chegou a 2.221 pontos, o país assume a terceira posição, atrás apenas da combalida Argentina (6.938 pontos) e da Nigéria (2.727 pontos). O Uruguai, que também passa por uma grave crise e espera um pacote do FMI, tem 2.137 pontos, e o Equador, quinto do ranking, está com 1.814 pontos. No fim do mês passado, o Brasil chegara a 2.390 pontos, registrando seu recorde histórico. Entretanto, desde então, o risco do país havia recuado ante a expectativa do pacote do Fundo. No dia seguinte ao anúncio, quinta-feira, o risco chegou a 1.759 pontos e caiu para a quinta posição do ranking. Entretanto, boatos eleitorais surgidos na sexta-feira, dando conta da renúncia do candidato José Serra (PSDB), abalaram as cotações, mesmo sendo veementemente negados pelo partido.