COMÉRCIO EXTERIOR
Exportações de AL para a UE avançam 351,4% após acordo
O envio de produtos para o bloco rendeu US$ 10,2 milhões, ante os US$ 2,2 milhões registrados entre maio e setembro de 2025
As exportações alagoanas para os países da União Europeia registraram crescimento de 351,4% entre os meses de maio – quando começou a vigorar o acordo entre o Mercosul e o bloco europeu – e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com levantamento divulgado esta semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o envio de produtos para o bloco rendeu ao Estado US$ 10,2 milhões – cerca de R$ 52,2 milhões no câmbio desta sexta-feira (16) –, ante os US$ 2,2 milhões (R$ 11,5 milhões) registrados de maio a setembro de 2025.
De acordo com os dados do ministério, Portugal foi quem mais comprou produtos alagoanos no período. De maio a setembro deste ano, as vendas de produtos alagoanos para o país renderam US$ 9,5 milhões, o equivalente a 93,1% do total exportado.
Produtos das indústrias alimentares, bebidas e tabaco lideram o ranking das exportações para Portugal, com 93,5% do total (o equivalente a US$ 9 milhões).
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Em seguida aparecem produtos minerais (US$ 507,8 mil), produtos do reino vegetal (US$ 11,3 mil) e pérolas, pedras e metais preciosos (US$ 1,1 mil).
Somente no mês passado, as exportações alagoanas para os países da UE registraram crescimento de 36%, saltando de US$ 466,3 mil para US$ 634,4 mil no mesmo mês deste ano.
Em todo o país, o acordo do Mercosul com a União Europeia elevou em 30% as exportações para o bloco europeu entre maio e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período em 2025.
“As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2026. Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações", afirmou o ministro Márcio Elias, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, durante evento realizado na terça-feira (13), no Ministério da Agricultura e Pecuária. A solenidade contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro André de Paula e de outras autoridades do governo Lula.
O acordo UE-Mercosul entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio depois de quase 27 anos de negociações. Entre janeiro e setembro, a alta foi de 20%, o que representa um aumento de US$ 44,17 bilhões em exportações.
O encontro de terça anunciou a abertura de 700 novos mercados para produtos brasileiros, contagem que considera diferentes produtos e destinos, em 99 regiões, incluindo países e blocos.
No evento, os ministros enalteceram o papel do agronegócio na economia brasileira, em aceno a setor com forte apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente Lula (PT) nas eleições.
"Em volume, o PIB do agro cresceu 3,5% no acumulado dos quatro anos do governo anterior. No nosso governo, esse acumulado até 2025 é de 26%. Neste ano, planejamos chegar a 29%", afirmou o ministro André de Paula.
No evento, Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, também fez um aceno ao agronegócio e afirmou que o Itamaraty "sempre foi" defensor do setor.
"É a pungência do setor privado e a capacidade do setor privado de expandir, sobretudo no agro. A missão número um da nova industrialização do Brasil envolve justamente a agroindústria", disse o ministro. "Enfrentamos período delicado com os EUA. Mas não sairemos do diálogo da negociação."