TURISMO
Novos hotéis devem ampliar empregos e movimentar economia de AL em 2027
Chegada de empreendimentos também movimenta cadeia de atividades que vai além da hospedagem
Alagoas deve ampliar sua estrutura turística em 2027 com a previsão de inauguração de três empreendimentos hoteleiros em Maragogi e Coruripe. Os projetos reforçam a expansão do setor no estado e abrem perspectivas de geração de empregos, atração de investimentos e aquecimento da economia, especialmente nos municípios do litoral.
A chegada dos novos hotéis também movimenta uma cadeia de atividades que vai além da hospedagem. Construção civil, transporte, alimentação, manutenção, segurança e fornecimento de equipamentos estão entre os segmentos que podem se beneficiar dos investimentos e da futura operação dos empreendimentos.
Em Coruripe, no litoral Sul, o grupo português Vila Galé prepara dois projetos na região de Miaí de Cima: o Vila Galé Nep Kids, com 350 apartamentos voltados ao turismo familiar, e o Vila Galé Collection, com 144 unidades habitacionais. O investimento anunciado supera R$ 200 milhões.
De acordo com informações divulgadas pela Prefeitura de Coruripe, o complexo deve gerar entre 500 e 600 empregos diretos durante a fase de construção, além de centenas de postos indiretos. A previsão de contratação na operação permanente dos hotéis não foi detalhada nas informações consultadas.
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Já em Maragogi, no litoral Norte, o Oikos Maragogi Resort tem entrega prevista para 2027. O empreendimento contará com 362 apartamentos e uma estrutura que inclui rooftop e soluções voltadas à sustentabilidade.
A expansão da hotelaria ocorre em um cenário de crescimento do mercado de trabalho ligado ao turismo. Em 2025, Alagoas registrou saldo positivo de 2.296 empregos formais nas atividades de alojamento e alimentação, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Os números abrangem atividades de hospedagem e alimentação, não apenas hotéis. Ainda assim, ajudam a dimensionar a importância econômica de um setor que depende de trabalhadores de diferentes áreas e também estimula a contratação de serviços terceirizados.
Para o economista Renan Laurentino, a expansão hoteleira pode ampliar as oportunidades em funções como recepção, limpeza, recreação, transporte e atendimento aos turistas. “Quando a gente fala de hotel, a gente entende hotéis grandes, mas entram também pousadas, hostels, todo esse mecanismo que fala sobre unidade habitacional ou leito de hotel”, explica.
Segundo ele, o impacto não se restringe aos funcionários contratados diretamente pelos empreendimentos. Guias turísticos, motoristas e prestadores de serviços também podem ser beneficiados, assim como empresas responsáveis por abastecimento, manutenção e logística. “O turismo é logística”, resume o economista.