AGROPECUÁRIA
AL está entre os dez principais produtores de leite do Brasil
Dados consideram litros de leite por vaca ao ano, medida que permite avaliar o rendimento individual dos animais
Alagoas está entre os dez estados contemplados em um levantamento do Centro de Inteligência do Leite (Cileite), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que acompanha a produtividade animal na pecuária leiteira entre 2000 e 2025. A série histórica permite observar a evolução da quantidade de leite produzida por vaca ao ano e as diferenças de rendimento entre os estados analisados.
O desempenho depende de fatores como alimentação, melhoramento genético, manejo sanitário, instalações e acesso à assistência técnica. Alagoas também apresenta evolução nesse indicador, mas permanece abaixo dos estados com os maiores índices de produtividade.
O levantamento considera litros de leite por vaca ao ano, medida que permite avaliar o rendimento individual dos animais. O indicador é diferente do volume total produzido por estado, que também depende do tamanho do rebanho e do número de vacas em lactação.
No interior alagoano, iniciativas voltadas à modernização das propriedades buscam melhorar esse rendimento. Na região do Baixo São Francisco, produtores investem em equipamentos, nutrição animal e orientação técnica para ampliar a eficiência da atividade e fortalecer a renda das famílias que dependem da pecuária leiteira.
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Em Igreja Nova, o produtor Janiel Silva adotou a ordenha mecanizada para tornar o trabalho mais eficiente. Há pouco mais de três anos na atividade, ele reduziu de mais de duas horas para cerca de 30 minutos o tempo necessário para retirar o leite das vacas. A mudança também permite dedicar mais atenção à alimentação dos animais, à limpeza das instalações e aos cuidados sanitários.
A alimentação do rebanho é outro ponto importante. Parte dos insumos utilizados é produzida na própria propriedade, com milho e capim, além de suplementação. O manejo inclui ainda medidas de higiene antes e depois da ordenha e testes para prevenir problemas como a mastite, que pode comprometer a saúde dos animais e a qualidade do leite.
Parte das ações de apoio à cadeia leiteira no Baixo São Francisco está associada ao Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), do Banco do Nordeste. Segundo os dados apresentados sobre o programa na região, a produtividade média passou de 10 para 17 litros de leite por animal ao dia, um aumento de 70%. No mesmo período, o acesso dos produtores à assistência técnica cresceu de 30% para 83%.