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Artesanato: de cultura popular a neg�cio lucrativo

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Com a riqueza de suas cores e formas e um alto potencial gerador de renda e oportunidades de trabalho, o artesanato alagoano tem ganhado nuances de organização e qualificação e ocupado um papel cada vez mais forte na economia do Estado. Não há dados isolados sobre a participação que o artesanato tem no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, mas com o fortalecimento do turismo, a produção e a comercialização dessa arte manual, feita na capital e no interior alagoano, ocupam, profissionalmente, um número cada vez maior de pessoas. No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calcula-se que o setor movimenta mais de R$ 30 bilhões por ano, responsável assim por 2,8% do PIB nacional. A estimativa, ainda segundo o IBGE, é de que existam no Brasil cerca de 8,5 milhões de artesãos, dos quais 87% são mulheres. Em Alagoas, segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), estima-se uma população de 8 mil artesãos. Mais de 3.500 estão cadastrados no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e possuem a carteira de identidade profissional fornecida pela Sedec. ### Setor arrecadou mais de R$ 1 milhão em 2009 Essa cultura de formas e cores diversificadas ganha mais espaço com o crescimento do turismo. Numa estimativa feita com base em dados da Gerência de Estudos e Pesquisas da Superintendência de Investimentos da Secretaria de Estado do Turismo, sobre a ocupação hoteleira de Maceió, em janeiro de 2009 o artesanato deixou mais de R$ 1 milhão em nossa economia. ?Os hotéis e pousadas receberam, nesse período, 48.636 turistas. Podemos dobrar esse número, considerando também os visitantes que se hospedam em casa de parentes e amigos, em navios ou em apartamentos alugados para temporada. Trabalhamos então com 97.272 turistas. Estimando que cada um deles gastou, em média, R$ 12 na compra de artesanato, temos aí mais de R$ 1 milhão?, explica Vânia Amorim, assessora especial da Sedec, na área de design de artesanato. ### Selo deve garantir qualidade de itens feitos em Alagoas No fim do ano passado, o governo do Estado lançou o selo de qualidade do artesanato ? Alagoas à Mão ? elaborado por iniciativa da Sedec, com objetivo de estimular a qualidade de produção, com vistas na demanda turística que tem crescido e se tornado mais exigente. Entre os critérios para concorrer ao selo, devem entrar quesitos como o bom acabamento do produto, a identidade cultural, a não utilização de matéria-prima em extinção e o não uso de trabalho infantil. Vânia Amorim, da Sedec, explica que a implantação do selo, que vai categorizar pela primeira vez este ano, obedece a um cronograma que prevê para o mês de maio a instalação do comitê multidisciplinar, a quem caberá definir as regras e condições para obtenção da certificação de qualidade. ### Artesanato de AL é um dos melhores do País O artesanato de Alagoas também tem se garantido nas duas edições do Prêmio TOP 100, promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Na lista dos vencedores, divulgada recentemente, entraram a Associação das Artesãs de Pontal de Coruripe, a Cooperativa das Artesãs da Ilha do Ferro (em Pão de Açúcar), Associação de Inclusão Social Bordadeiras de Penedo, Associação das Artesãs de Feliz Deserto e a Caleidoscópio. E não é só a beleza e a qualidade que contam nessa seleção. O processo de avaliação leva em consideração critérios como a inovação dos produtos, adequações econômica, logística, ambiental, cultural e ergonômica dos postos de trabalho; eficiência produtiva; práticas comerciais e responsabilidade social. ### Artnor destaca artesanato regional Outra vitrine de bons negócios para o artesanato é a Artnor, mostra bienal de artesanato do Norte e Nordeste, criada pelo Sebrae Alagoas, em 1989, e que tem se consolidado como um dos mais tradicionais eventos de negócios para o artesanato das duas regiões, sobretudo de Alagoas. A feira, que começou na última sexta-feira (15), tem seu foco voltado para o mercado e reúne, este ano, 315 expositores. Mais da metade constituída de artesãos alagoanos. Durante esses 10 dias ? até 24 de janeiro, quando a feira se encerra ? são esperados mais de 100 mil visitantes, que terão a oportunidade de conhecer e comprar produtos bem elaborados, que integram o colorido e diversificado artesanato alagoano e do Norte e Nordeste. ///

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