CONSUMO
Inadimplência avança em Alagoas e atinge 48,05% dos consumidores
O número de consumidores inadimplentes em Alagoas avançou de 47,87% para 48,05% na passagem de agosto para setembro – uma alta de 0,18 ponto percentual –, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (3) pela Serasa. Trata-se do quarto maior percentual entre os estados nordestinos, atrás apenas do Ceará, que lidera o ranking na região com 53,09%, do Rio Grande do Norte (52,49%) e de Pernambuco (50,49%).
Em setembro, segundo a pesquisa, 56,8 mil consumidores alagoanos conseguiram renegociar suas dívidas, a maioria com bancos e financeiras, segmentos que lideram a lista de credores com os quais foram firmados acordos.
Em todo o país, o número de inadimplentes chegou a 84,2 milhões em setembro, o maior patamar da série histórica da Serasa, iniciada em 2016. O contingente equivale a 51,1% da população adulta – primeira vez em que o índice ultrapassa a metade desse público –, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado pela empresa.
Os débitos em atraso totalizam R$ 597,4 bilhões, uma alta de 0,90% em relação a agosto. São 352,7 milhões de dívidas, o que resulta em uma média de 4,2 pendências por pessoa. Cada inadimplente deve, em média, R$ 7.093,83, e o valor médio de cada dívida é de R$ 1.693,68.
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Em um ano, segundo a Serasa, o número de devedores cresceu 6%, na comparação de setembro de 2025 com o mesmo mês de 2026. Desde 2020, a alta acumulada é de 34,17%.
A instituição afirma que o ritmo de crescimento desacelerou desde abril, mas ressalva que a inadimplência segue em alta.
“A inadimplência cresceu 34,17% desde 2020 e aumentou 6% apenas de setembro de 2025 para o mesmo mês deste ano. É o maior índice da série histórica. Desde abril, observamos uma desaceleração no ritmo de crescimento, mas o número continua aumentando”, declarou Aline Maciel, diretora da Serasa, no material de divulgação dos dados.
A composição das dívidas também mudou. Bancos e cartões de crédito continuam na liderança, com 27,16% do total devido. Pela primeira vez, as financeiras ocupam o segundo lugar, com 20,66%, ante 20,14% no período anterior.
Com isso, superaram as contas de serviços básicos (água, luz e gás), que passaram de 20,71% para 20,32% do total. Para a Serasa, o movimento indica avanço do peso das dívidas com instituições financeiras no perfil da inadimplência.
A Serasa lançou nessa terça-feira (3), a 36ª edição do Feirão Limpa Nome, o maior já realizado pela empresa. O mutirão reúne 3,3 mil empresas parceiras e mais de 750 milhões de ofertas de renegociação – volume 14% superior ao da edição do ano passado. Os descontos chegam a 99%.