Economia
CNI afirma que racionamento aumenta custos
Brasília ? O aumento do custo de produção foi a principal conseqüência do racionamento de energia para 21% das pequenas e médias indústrias. Em seguida, 19% das empresas desse porte apontaram a queda da produção como principal conseqüência. A informação faz parte da Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o presidente da Confederação, deputado Carlos Eduardo Moreira Ferreira (PFL-SP), as grandes empresas do setor já sofreram um impacto menor com o racionamento: 17% delas apontaram o aumento de custo e 15% a redução da produção como principal conseqüência. O documento informa, no entanto, que mais de 50% das empresas do setor industrial não alteraram seus planos de investimentos por causa do déficit de energia. Nos casos em que a alteração ocorreu, a maioria foi para redirecionar os recursos previstos inicialmente: 53% das pequenas e médias e 65% das grandes empresas. O deputado informou que, na avaliação global do racionamento, o impacto final foi pequeno ou positivo para a maioria das empresas. De acordo com a Sondagem Industrial, para 37% das pequenas e médias e 41% das grandes empresas o racionamento não trouxe conseqüências significativas para suas atividades produtivas. Maiores impactos Os setores menos afetados foram os de material de transporte, papel e papelão e couros e peles. Os que sofreram maior impacto do racionamento foram os de material elétrico, com 31% verificando redução na produção, metalúrgica (25%) e borracha (25%). Entre as indústrias que apontaram aumento de custos como principal conseqüência do racionamento destacaram-se os setores de produtos farmacêuticos (39%), bebidas (38%) e produtos alimentares (31%). A pesquisa ouviu 1.159 pequenas e médias e 238 grandes indústrias durante o segundo trimestre deste ano.