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Unidade de AL n�o deve sofre altera��o

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A compra da Quattor pela Braskem Indústria Química, anunciada há uma semana, posiciona a empresa brasileira como a maior das Américas e a oitava do mundo no setor petroquímico. A gigante, que já opera com 17 fábricas em cinco Estados, já era a maior da América Latina nesse segmento. Agora, com a nova aquisição, ela amplia seus domínios para outros Estados brasileiros, aumentando suas unidades produtivas para 25 fábricas. Duas dessas plantas estão em Alagoas, uma delas instalada há 32 anos no Pontal da Barra, responsável pela maior produção de cloro soda da América Latina. A outra, em funcionamento no Polo Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro (antigo Polo Cloroquímico), detém a mesma patente em relação à produção de PVC. Os dois produtos constituem matéria-prima para as indústrias de plásticos e limpeza. ### Braskem atua em ramo de alta competitividade Mas, quem é essa gigante que se instalou na década de 70, com o nome de Salgema, como a redenção econômica do nosso Estado? O que ela faz? Com que trabalha? Por que veio parar no solo alagoano? Que poder ela exerce na decisão de outras indústrias em se instalar em Alagoas? Apesar da convivência tão próxima ao longo de 32 anos, muita gente não sabe o que passa por dentro do emaranhando de tubos industriais que se projetam por traz dos muros e tanques da empresa que ostenta seu porte à beira-mar do Pontal da Barra. ?A Braskem é uma empresa privada de capital aberto, que atua no ramo da petroquímica, um dos mais competitivos do mercado internacional?, define o gerente de Relações Institucionais, Milton Pradines. ### Chegada de novas indústrias aquece mercado interno O acaso, a curiosidade e a visão empreendedora reservaram ao empresário baiano Euvaldo Luz, que trabalhava com manutenção de sondas, a tarefa de descobrir a riqueza, desvendá-la e convencer o governo e o mercado de que um tesouro existente no subsolo das terras alagoanas, bem no coração da capital, era digno de grandes investimentos. Era a década de 50, quando ele começou a perceber que as sondas que chegavam de Maceió traziam uma substância diferenciada que depois ele descobriu por meio de exames tratar-se do mais puro sal. Pesquisou mais um pouco e viu que aquele produto era matéria-prima para a indústria petroquímica. ### Alagoas ganha em produtividade As duas plantas da Braskem em Alagoas não são apenas as maiores da América Latina em produtividade. Elas também são detentoras de certificações de qualidade operacional e de segurança atestadas por organismos nacionais e internacionais, conforme destaca o gerente Milton Pradines. A planta de cloro soda de Maceió, por exemplo, foi a primeira do País a receber o certificado SPIE, que indica a capacidade de se autofiscalizar em padrões acima do que a lei determina. Tudo isso se passa dentro de uma sala de controle onde homens e computadores se integram na tarefa permanente de monitorar toda a fábrica. ?Qualquer problema é detectado e as providências acionadas no mesmo instante?, explica Milton Pradines, na antessala do espaço cujo acesso é restrito a profissionais extremamente capacitados. ### Analistas temem ingerência na Braskem | ANDRÉ MAGNABOSCO - Agência Estado São Paulo, SP ? A maior representatividade da Petrobras no comando da Braskem, resultado do acordo de compra da Quattor, pode causar problemas à governabilidade da petroquímica, que após a operação se tornou a maior companhia do setor nas Américas. Na visão de analistas que acompanham a indústria, a influência política da Petrobras e a morosidade da esfera pública na tomada de decisões podem ser uma contrapartida danosa para a nova Braskem, que surge da união das duas maiores petroquímicas do País. A preocupação dos analistas é reforçada pelas declarações de representantes do governo federal desde a oficialização do acordo, ocorrida na sexta-feira dia 23. A mais recente entrevista concedida pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ontem, mostra que podem ser constantes os conflitos entre o entendimento privado, representado pela direção da Braskem e pela Odebrecht, e o público, explicitado pela estatal. ### Projeto de internacionalização continua A primeira ingerência da estatal no plano de investimentos da Braskem foi feita antes mesmo da oficialização do acordo com a Unipar, controladora da Quattor. De acordo com pessoas próximas às negociações, a estatal pressionou a Odebrecht para que a Braskem fosse a principal investidora da atividade petroquímica no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A negociação não só confirmou essa previsão como ainda mostrou que a Braskem precisará ter uma atuação ainda mais abrangente no setor petroquímico: a companhia deverá ser o principal investidor do Complexo de Suape, projeto no qual a Braskem não havia divulgado interesse oficial em participar. AE ///

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