Economia
Shell e Cosan se unem para vender �lcool
São Paulo, SP ? A petroleira anglo-holandesa Shell e a Cosan anunciaram a assinatura de memorando de entendimento para a criação de duas subsidiárias no Brasil no prazo de seis meses. As duas joint-venture, ainda sem nome definido, terão receita estimada de R$ 40 bilhões por ano, o que as coloca entre os 15 maiores faturamentos no País. O negócio representa um passo histórico para o setor sucroalcooleiro brasileiro e oferece à Shell a possibilidade de diversificação em direção ao setor da economia denominado de baixo carbono. Com a transação, estimada em US$ 12 bilhões, a Shell marca uma inédito ingresso no mercado de produção de álcool combustível, algo que a estatal brasileira Petrobras e a BP (British Petroleum) fazem de forma ainda tímida. ### União pode elevar preço de combustível | NICOLA PAMPLONA - Agência Estado Rio de Janeiro, RJ ? A união entre Shell e Cosan aprofunda a concentração no segmento de distribuição de combustíveis, que vem passando por forte processo de consolidação nos últimos anos. A situação será pior no mercado de diesel, no qual as três grandes empresas ? BR, Ultra e Shell/Cosan ? passam a controlar 79,9% das vendas nacionais. Para o consumidor, há risco de preços mais altos, diz a Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis). ### Mercado ganha tecnologia e logística | EDUARDO MAGOSSI - Agência Estado São Paulo, SP ? Ganhos de escala, eficiência tecnológica e logística. Em um primeiro momento, estes são os principais benefícios que serão gerados pela união da Cosan e da Shell em uma joint venture que criará duas empresas, uma voltada para a produção e comercialização de açúcar e etanol e outra para a distribuição de combustíveis, de acordo com analistas financeiros que cobrem o setor sucroalcooleiro. Segundo eles, que ainda estão analisando os detalhes disponíveis da transação, o anúncio vai de encontro às sinalizações que a Cosan deu ao mercado nos últimos tempos, de que pretendia crescer na distribuição de combustíveis. Além disso, a operação mostra que as duas empresas estão olhando de forma estratégica para o futuro do setor de combustíveis. ///