Economia
Economista sugere pacto para desenvolver Alagoas
O crescimento econômico em Alagoas, em circunstâncias que estimulem empreendimentos nos diversos setores, pode ser viabilizado com um novo modelo que integre as forças produtivas. Este pensamento reflete a inspiração no ajuste ocorrido no Estado do Ceará nas duas últimas décadas e que, segundo o economista Marcos Calheiros, elevou a região ao atual estado de desenvolvimento e pode servir de exemplo à proposta de que esta integração ocorra em território alagoano. A experiência será exposta na próxima segunda-feira na palestra O Pacto do Ceará, a ser proferida pelo economista e diretor do Banco do Nordeste, Osmundo Evangelista Rebouças, às 8h30, na Sala Mundaú do Centro Cultural Mangue Verde, na Pajuçara. A iniciativa do Instituto Mangue Verde, Conselho Regional de Economia e Sindicato dos Economistas de Alagoas propõe esta discussão apresentado aos alagoanos Osmundo Evangelista, um dos quatro elaboradores e ex-secretário do Pacto de Cooperação entre governo do Ceará, empresários e comunidade, que acumula também as experiências de ex-auditor fiscal do Tesouro Nacional, ex-professor da Universidade de São Paulo (USP), ex-técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, em Brasília, ex-secretário de Planejamento do Estado do Ceará e ex-deputado federal constituinte. O novo modelo, de acordo com a experiência cearense, deverá propor profundas alterações com a diversificação dos diversos setores da economia, incluindo atividades terciárias, primárias e secundárias, implementação de um novo programa de distritos industriais e infra-estrutura com boas estradas, rede de energia eficiente, investimentos em saneamento, moderna Lei de Incentivos Fiscais e qualificação de mão-de-obra. Proposta O que deverá ser proposto aos representantes governamentais, empresários, economistas, professores e trabalhadores participantes do evento é a organização para a discussão em torno de um modelo adaptado às condições alagoanas, visando o desenvolvimento com mentalidade empreendedora e criativa. Dessa forma foi que o acordo no Ceará, cumprido com responsabilidade dos poderes públicos e da iniciativa privada, fizeram com que o Ceará, realizando programas de irrigação, investindo em turismo, entre outras iniciativas, criasse novas opções de crescimento, proporcionando profundas alterações em sua economia, exemplifica Marcos Calheiros.