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D�lar fica 1,1 % mais caro e Bolsa fecha em baixa

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São Paulo ? Grandes investidores com dinheiro a receber do Banco Central (BC) hoje pressionaram o valor do dólar nesta quarta-feira, afirmaram operadores. A moeda norte-americana fechou, ontem, a R$ 3,205 para venda, 1,1% mais caro do que terça-feira. Na máxima do dia, a cotação de venda chegou a R$ 3,23. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa pelo quarto pregão consecutivo, com o Ibovespa em queda de 1,07% aos 9.343 pontos. Com o resultado de ontem, a Bovespa acumula perdas de 9,4% nesses quatro dias de queda. Vencem hoje US$ 2,5 bilhões em títulos cambiais (contratos cujo valor é atrelado ao dólar) que o BC terá de pagar caso não consiga rolá-los (trocá-los por títulos de prazo mais longo) hoje. Após quatro tentativas nesta semana, ainda faltam US$ 965 milhões para rolar. As instituições que têm esses títulos em mãos forçam a alta, comprando dólares e diminuindo a oferta, já que assim serão melhor remuneradas. O valor que os investidores receberão dependerá do valor da Ptax (cotação média compilada pelo BC entre diferentes instituições no fim do dia) de ontem. O fracasso da quarta tentativa de rolar esses títulos ontem acabou prejudicando as cotações e ofuscando algumas boas notícias do dia, como o anúncio de que o BNDES deverá liberar na próxima semana cerca de US$ 1 bilhão para financiar as exportações, ocorrido no início da tarde. Recompra de títulos Além disso, o C-Bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior, sobe 2,54% para 52,938% do valor de face. O mercado acredita que o governo brasileiro esteja recomprando esses títulos, por meio de algumas instituições credenciadas, aproveitando-se do baixo preço. Na terça-feira, em uma teleconferência promovida pela BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o diretor de política econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o governo poderá ampliar o limite de US$ 3 bilhões acertado com o Fundo Monetário Internacional para recompra de títulos da dívida externa, dos quais restam apenas US$ 700 milhões. Essa compra tem duas vantagens para o país: o governo consegue resgatar títulos pagando menos e, ao mesmo tempo, alavancar o preço dos papéis que sobram no mercado, reduzindo seus juros e o risco. Com isso, o risco-Brasil caiu 4,7% e vale 2.176 pontos.

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