Economia
Renda m�dia do trabalhador recua 4,3%
O rendimento médio do trabalhador brasileiro caiu 4,3% no primeiro semestre desde ano em relação ao mesmo período do ano passado. Essa foi a maior queda no primeiro semestre registrada nos três últimos anos. A queda foi puxada pela redução no rendimento das pessoas que trabalham por conta própria e dos empregados com carteira assinada, que recuaram 5,3% e 4,9%, respectivamente. O rendimento médio das pessoas ocupadas, nas seis regiões metropolitanas, referente ao mês de junho deste ano, situou-se em R$ 793,61, aproximadamente quatro salários mínimos. Deflacionado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o rendimento médio em junho caiu em relação ao de maio deste ano ( -0,5%) e em relação ao de junho do ano passado (-3,1%), segundo Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Regiões Dentre as regiões metropolitanas, o rendimento variou mais expressivamente no Rio de Janeiro, em Salvador e em Porto Alegre. Na primeira região, o indicador diminuiu 2,5% e nas duas últimas aumentou 2,7% e 2,0%, respectivamente. Com relação às categorias de ocupação, houve crescimento apenas no rendimento dos empregados com carteira de trabalho assinada (0,5%). O rendimento dos empregados sem carteira de trabalho assinada caiu (-1,7%) e o dos trabalhadores por conta própria manteve-se estável. De junho do ano passado para junho deste ano, o rendimento médio caiu em quatro das seis regiões pesquisadas, com destaque para Porto Alegre (-3,9%). Em Recife e em Salvador, o rendimento cresceu (1,1% e 0,8%, respectivamente). No que diz respeito às categorias de ocupação, verificou-se queda no rendimento dos empregados com carteira de trabalho assinada (-3,0%) e dos trabalhadores por conta própria (-2,4%) e crescimento no rendimento dos empregados sem carteira de trabalho assinada (2,1%). O rendimento dos empregados sem carteira de trabalho assinada apresentou pequena variação (0,6%).