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Varejo teme que lei engesse economia

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Em princípio, parecia unanimidade: os caminhões são os maiores responsáveis pelos transtornos no trânsito das principais avenidas de Maceió, e a restrição do tráfego desses veículos de carga seria a medida para solucionar esses problemas. E foi em nome dessa suposta unanimidade que a Câmara Municipal de Maceió aprovou, em 2007, o projeto de lei de autoria do vereador Galba Novaes, que restringe a circulação de caminhões nas avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro, ao horário noturno, quando a cidade dorme. SMTT faz estudo técnico antes de aplicação da lei Os caminhões que transitam pelas ruas de Maceió abastecem lojas, supermercados e feiras livres, no Centro e na periferia da cidade; transportam o açúcar e o álcool, vindo das usinas ou dos armazéns de açúcar, localizados no Tabuleiro do Martins, para ser exportado do Porto de Maceió; o lixo da coleta diária; o material de construção para obras que se proliferam em todos os cantos da cidade. Também são eles que abastecem os postos de revenda de combustível e entregam as mercadorias de grandes estabelecimentos comerciais que se instalaram ao longo das avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima, como o Makro, o Extra, as lojas Tupan e Carajás, o Hiper Bompreço, entre outros. Atualmente, esses produtos chegam ao seu destino através dessas duas avenidas, que constituem o principal corredor da cidade, onde estão instaladas inúmeras empresas de pequeno e grande porte, e por onde se chega a várias outras, localizadas em diversos bairros da cidade. Eixo viário e VLT podem ajudar a resolver problema No centro da polêmica, os empresários deixam claro: ?Não somos contra o crescimento do setor automobilístico nem contra as medidas para melhorar o fluxo do trânsito em Maceió?, destaca o empresário Paulo Patury, diretor regional da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ele até reconhece que a situação em relação ao trânsito é séria, mas alega que a solução tem que ser bem pensada. ?Essa questão (da Lei 5.594) é muito complexa. Mexe com muita coisa, como as mercadorias que precisam chegar ao seu destino?, observa. ?Caminhões não são o único problema? Na avaliação dos empresários de Maceió, os caminhões estão nessa história como uma espécie de bode expiatório do caos no trânsito. Eles até concordam que um veículo de carga diminui sensivelmente a média de velocidade, e que a situação se complica quando ele para ou quebra na pista de rolamento. ?Mas os congestionamentos da Avenida Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro são consequência do volume total de tráfego ? transportes coletivos, ambulâncias, motos e, principalmente, carros particulares ? e não apenas da movimentação de cargas?, argumenta Luiz Antônio Jardim, diretor da CDL. Frota de Maceió aumentou quase 50% O empresário Luiz Antônio Jardim acredita que o estrangulamento do trânsito em vias de grande movimento, em Maceió, deve-se, muito mais, ao grande aumento da frota de veículos particulares colocados em circulação nos últimos anos, do que em função do fluxo de carga na cidade. E esse aumento não foi pequeno. Dados oficiais do Detran, fechados em março deste ano, mostram que a frota de veículos em Maceió aumentou em quase 50% entre 2006 e 2010, passando de 130 mil para quase 190 mil veículo, no primeiro trimestre deste ano. Isso significa que metade da frota do Estado, calculada em 395 mil veículos, está em Maceió. O número de caminhões, menos de 5 mil, não chega a 3% dessa frota. Numa contagem volumétrica para a SMTT, o engenheiro de tráfego Múcio Pina calcula que nos horários de pico passa uma média de 150 caminhões/hora, nas avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro.

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