Economia
Quem paga a conta do plano de sa�de?
A Resolução Normativa nº 211, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), entrou em vigor na última segunda-feira, 7, e com ela, um rol de 73 novos procedimentos médicos e odontológicos, que passam a ter cobertura obrigatória de todos os planos de saúde, sejam de grande, médio ou pequeno porte. Em princípio, a notícia é boa para o usuário, que terá acesso, pelo plano de saúde, a diversos novos procedimentos médicos, mas nem tanto para os administradores dos planos de saúde. A nova medida traz custos adicionais que, na avaliação de representantes dos planos de saúde, pode abalar o equilíbrio financeiro e colocar algumas empresas em dificuldades. Mas o grande questionamento é: quem vai, realmente, pagar essa conta? E a resposta, quase unânime, aponta, sempre, na direção do consumidor. Mais precisamente, dos cerca de 50 milhões de brasileiros beneficiários (e mantenedores) dos planos de saúde, embora a ANS afirme que o novo rol de procedimentos obrigatórios não aumentará o valor do reajuste anual. Empresas projetam até 10% de aumento em 2011 É incontestável que o custo dos 73 novos procedimentos que os planos de saúde médicos, hospitalares e odontológicos terão que cobrir gerem algum ônus para o consumidor, embora a Agência Nacional de Saúde acredite que não será tão grave assim. Em 2008, foram inseridos 150 novos procedimentos na cobertura dos planos, e a incidência na conta do reajuste anual foi de 1%. Os planos de saúde, no entanto, apostam em números mais altos. A presidenta da Unimed Maceió, Viviane Malta, chega a projetar cerca de 10% de aumento no custo assistencial, embora reconheça a dificuldade de calcular algo que só agora começou a ser oferecido. Já o presidente da Abramge , Flávio Wanderley, prefere falar em impacto, invés de números. ?Existem alguns exercícios financeiros, nada concretos. Mas é claro que o impacto é grande, sobretudo para os pequenos grupos, que trabalham na ponta do lápis. Para eles a situação é preocupante?.