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D�lar fecha semana em queda, cotado a R$ 3,11

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O dólar encerrou a semana em queda, com investidores atentos aos leilões de linhas para exportação feitos pelo Banco Central. A expectativa sobre o encontro da equipe econômica com banqueiros internacionais também contribuiu para que as cotações recuassem durante toda a sexta-feira. A moeda norte-americana cedeu 0,95%, para R$ 3,115 na venda. Na mínima do dia, a cotação caiu 1,65% e beirou a marca de R$ 3. Apesar de contabilizar baixa de 10,23% neste mês, o dólar ainda acumula avanço de 34,56% sobre o real em 2002. A falta desses créditos, em meio a receios pré-eleitorais, é a justificativa mais freqüente de operadores para a pressão sobre o mercado de câmbio. Ao todo, em duas operações, o BC vendeu US$ 200 milhões a bancos com o intuito de amenizar a escassez de linhas externas para exportadores. Perspectiva A perspectiva agora é de que a visita do presidente do BC, Armínio Fraga, e do ministro da Fazenda, Pedro Malan, a banqueiros na segunda-feira, faça com que as instituições estrangeiras ao menos mantenham abertas as linhas de financiamento ao Brasil. A reunião, frisam analistas, é importante para mostrar ao mercado que a melhora da confiança ao país acontece em várias frentes. ?Não se pode pensar numa ação única (como a dos leilões do BC, a melhora do mercado de câmbio hoje) é muito mais em função da própria expectativa de sucesso da viagem de Armínio e Malan?, comentou Sérgio Machado, diretor de tesouraria do Banco Fator. ?A cada dia que demora a normalizar (o fluxo de recursos ao país), maior é a sangria?. O BC se comprometeu a vender pelo menos US$ 2 bilhões ao mercado, em recursos ?carimbados? para a exportação e que são abatidos das reservas internacionais. Risco O risco-país brasileiro caiu ontem 3% e fechou a 1.845 pontos, recuando uma posição e assumindo o quarto lugar no ranking de maiores riscos do mundo, atrás de Argentina, Nigéria e Uruguai. A queda ocorreu devido à expectativa da melhora do crédito para as empresas brasileiras. Ontem o Banco Central promoveu dois leilões de linhas para financiamento de operações de exportações, que somaram US$ 200 milhões. A melhora do crédito fez o C-Bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior, subir ontem 1,18%, para 58,875% do valor de face. O risco-país, medido pelo índice Embi + do banco JP Morgan, calcula a diferença entre os juros pagos pelos títulos da dívida de um país e os títulos do Tesouro dos EUA, considerados de risco zero. Um risco-país de 1.845 pontos significa que os juros dos títulos brasileiros são 18,45 pontos percentuais maiores que os norte-americanos. Quanto maiores esses juros, maior o risco e menor o preço do título.

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