Economia
Diniz cede em acordo com Casas Bahia
São Paulo, SP ? Depois de três meses de negociação, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e a família Klein chegaram a um acordo em relação ao contrato de fusão das operações das redes Ponto Frio e Casas Bahia, anunciado em dezembro. Cedendo às demandas da Casas Bahia, o Pão de Açúcar concordou em fazer um aporte de R$ 689,8 milhões na nova sociedade, chamada Globex, após uma reavaliação do valor dos ativos e passivos dos dois grupos. ?Foi uma negociação dura, extensa e desgastante?, disse o presidente do GPA, Abílio Diniz, durante teleconferência com analistas. Casas Bahia ganha no e-commerce | GIULIANA VALLONE - Folha Online São Paulo, SP ? A Casas Bahia terá participação maior na nova companhia de comércio eletrônico criada pela fusão de suas operações com o Grupo Pão de Açúcar, de acordo com os termos do novo acordo selado pelas empresas ontem. A parcela da empresa da família Klein, que era de 17% no contrato inicial, passa a 23,5%, restando 76,5% nas mãos do Pão de Açúcar. De acordo com o presidente do grupo, Enéas Pestana, a renegociação foi feita para aliar os interesses de todos em relação ao comércio eletrônico. ?O comércio eletrônico traz uma certa concorrência com o varejo físico. E nós temos mais de mil lojas de varejo físico, então evidentemente precisávamos ter um alinhamento muito claro entre os dois?, afirmou em teleconferência para analistas. Fusão termina em quatro meses | FOLHA ONLINE São Paulo, SP ? A fusão entre as redes de varejo Pão de Açúcar e Casas Bahia deve ser implementada em quatro meses, em novembro deste ano, segundo comunicado ao mercado. O Pão de Açúcar informou ontem que fechou um novo acordo de fusão com a Casas Bahia. A proposta, feita após reavaliação dos ativos envolvidos, é de aumento do capital social na empresa que surgiu com a fusão, de um montante de pelo menos R$ 689 milhões pelo preço de emissão, por ação, de R$ 16. O presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar, Abílio Diniz, disse que a renegociação dos termos da associação com a família Klein, controladora da Casas Bahia, foi ?dura, longa, extensa e desgastante?. ?Desde o início, nós sabíamos, quando surgiram as divergências, que estávamos frente a uma tarefa muito difícil?, afirmou, em teleconferência com analistas, ao comentar os três meses de rediscussão dos termos do contrato, assinado em dezembro do ano passado.