Economia
Pobreza extrema � maior em Alagoas
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou ontem resultado de levantamento tendo por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE realizada entre os anos de 1995 e 2008. Os números mostram que Alagoas ultrapassou Maranhão e Piauí e assumiu a liderança dos Estados brasileiros com maior taxa de pobreza absoluta do País. Em 1995, os Estados do Maranhão (77,8%), Piauí (75,7%) e Ceará (70,3%) lideravam o ranking da pobreza absoluta, estabelecida pelo critério do rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo mensal. Treze anos depois, o Ceará saiu da lista e abriu caminho para Alagoas, que assumiu a dianteira da famigerada estatística com taxa de pobreza absoluta de 56,6%. Sem educação, cenário se perpetua Quando consideram a evolução da desigualdade de renda, os pesquisadores do Ipea mostram que, em 1995, São Paulo (0,53) era o Estado com menor índice de Gini (o índice varia de 0 a 1, quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade), seguido de Santa Catarina (0,54), Goiás (0,55), Mato Grosso do Sul (0,55) e Mato Grosso (55). Naquela época, Alagoas era o ente federativo com o mais elevado índice de Gini, acompanhado de Tocantins (0,63) e Ceará (0,62). Em 2008, Alagoas (0,58) cedeu a liderança da estatística ao Distrito Federal (0,62), onde a desigualdade de renda é gritante. Em terceiro, figurava a Paraíba (0,58). Amapá (0,45), Santa Catarina (0,46), Santa Catarina (0,46) e Rondônia (0,48) apresentam a menor desigualdade de renda do País. Ao analisar os números, a economista Luciana Caetano explica que Alagoas só ocupará posição de destaque, do ponto de vista positivo, quando a prioridade for o investimento em educação pública.