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Enchente custar� R$ 200 mi a seguradoras

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A destruição provocada pela enchente que atingiu Alagoas no mês passado gerou expectativas no mercado de seguros. A água da enchente, quando desceu rios abaixo, devastou patrimônios públicos e privados nas cidades por onde passou, provocando perdas calculadas em quase R$ 1 bilhão, segundo o governo do Estado. Milhares de bens móveis e imóveis ? casas, veículos, empresas, plantações, estabelecimentos comerciais, indústrias ? e até vidas humanas, foram arrastados pela força das águas. Num primeiro momento, a expectativa é relacionada a uma possível demanda por ressarcimento de danos, que poderia advir do desastre. Embora muitas situações não sejam cobertas, os cálculos aproximados do Sindicato dos Corretores de Seguros de Alagoas (Sincor) levam a uma projeção de cerca R$ 200 milhões em apólices que as seguradoras terão que cobrir. No interior poucas pessoas pensam em fazer seguro Em relação ao seguro residencial ou de vida, o mais comum, no interior, é que os correntistas de agências bancárias aceitem ofertas dos bancários ou do gerente e acabem fazendo o contrato, muito mais para agradar ao agente bancário, do que para se proteger de algum risco de perdas ou danos. Muita gente nem lembra que tem. O prefeito de Quebrangulo, Marcelo Lima, perdeu parte da casa e dos móveis de sua residência, no Centro da cidade devastada pela enchente do Rio Paraíba. Mas só lembrou que tem um seguro residencial quando foi alertado por um corretor amigo seu. Ele diz que ainda não teve tempo de procurar a apólice, e nem foi ao Banco do Brasil, com quem fez o seguro, porque a agência da sua cidade nem está funcionando. Mas disse que vai encontrar tempo para verificar o que pode ser coberto. ?Na verdade, eu fiz esse seguro porque o gerente me ofereceu. Foi na base da amizade. Faz muito tempo, e o valor que pago é tão pequeno, que eu nem lembrava. Nunca pensei que viveria uma situação como essa, que precisasse usar?, diz ele. ?Cada apólice tem suas peculiaridades? Na área de proteção ao consumidor, a expectativa é que as questões relacionadas à cobertura dos seguros possam provocar algumas demandas jurídicas nos próximos meses. ?Temos, aqui, equipes à disposição, para analisar as apólices dos seguros e preservar o direito do consumidor. Mas é preciso analisar cada caso, para garantir o respeito ao que foi contratado. Cada apólice tem as suas peculiaridades?, diz o superintendente do Procon em Alagoas, Rodrigo Cunha. Em todas as hipóteses, a recomendação do Procon a quem tem seguro e sofreu perda de patrimônio segurado, por causa das águas, é procurar o corretor e tentar o entendimento. Se persistir alguma dúvida sobre se o direito do segurado está sendo respeitado, o caminho mais aconselhável é procurar orientação do Procon, levando consigo uma cópia da apólice, aconselha o superintendente. Para usina, cobertura segue indefinida Em algumas usinas de açúcar, nos municípios alagoanos afetados pela enchente, a fúria das águas passou arrastando ou inundando máquinas, tanques, caminhões, casas de trabalhadores, escritórios, plantações, pontes e estradas de acesso. A Usina Laginha, em União dos Palmares, foi a mais afetada pela enchente. O Rio Mundaú devastou parte do seu parque industrial. Em menor dimensão, outra usina do mesmo grupo ? a Uruba, no município de Atalaia ? também sofreu perdas no processo de produção. Por meio de sua assessoria de comunicação, os diretores do grupo lembram que além dos equipamentos que se perderam, o adubo e o herbicida que haviam sido aplicados foram lavados pelas águas e o pagamento da mão de obra para isso também se perdeu.

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