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Lauthenay: grande nome da cr�nica esportiva alagoana

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Se o cronista Lauthenay Perdigão tivesse sido profissionalizado como jogador de futebol, possivelmente a memória do esporte alagoano poderia ter se perdido. Mas, sua rebeldia em se recusar a ser ponta-direita, ao invés de atacante, na década de 50, empurrou-o para as redações e microfones das rádios. Foi ali que o ?caso de amor? com o futebol deu início a uma relação duradoura com os gramados e a memória de seus ídolos. O resultado é uma história de vida que se confunde com a evolução do esporte em Alagoas e o registro de fatos inesquecíveis. Tão grandioso como o Estádio Rei Pelé, onde há 17 anos fundou o Museu dos Esportes em homenagem a Edvaldo Alves Santa Rosa ? o Dida, Lauthenay é figura marcante na crônica desportiva de Alagoas. Agora, numa justa homenagem da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel) foi eternizado, emprestando o seu nome a Vila Olímpica erguida no bairro do Village Campestre. Diante da grandiosidade do projeto, num raro momento distante do ministro do Esporte, o contido ?Lau? ? como é carinhosamente chamado pelos amigos ? vibrou como se comemorasse um gol ao ver o sonho se tornar realidade. Perdigão fala do trabalho no rádio Em 1958, na Rádio Progresso, Lauthenay Perdigão era redator de notícias esportivas. Por lá, já estavam Emanoel Rodrigues, Floracy Cavalcante, Edécio Lopes, Jorge Vilar. Sabino Romariz e Rolan Benamoir. A qualidade dos textos e a responsabilidade com a apuração, pesaram, três meses depois, na hora em que Eraldo Bulhões o indicou para assumir a chefia do Departamento Esportivo da equipe de esportes. ?Ficamos todos lá até a inauguração da Rádio Gazeta. Depois o Edécio, o Cláudio Alencar ficaram falando para me chamarem. Foi aí que o José Barbosa acabou me chamando e acabei indo e ficando por 18 anos, numa história muito bonita. O Zé não pagava bem, mas investia muito na empresa?, relembrou Lauthenay. Coleções sobre esporte leva à criação de museu As coleções da Revista Esporte Ilustrado, recortes de jornais ? locais e nacionais ?, áudios, vídeos e muitas entrevistas gravadas foram se acumulando. Além disso, as flâmulas, faixas e camisas. Foi aí que decidiu arrumar tudo isso e mostrar para o mundo. ?Ficava preocupado porque imaginava como seria mais na frente as pessoas não saberem quem tinham sido aqueles jogadores. Então, eu tirava um pouco do tempo e passava no Instituto Histórico para pesquisar dos jornais antigos para meu arquivo. Quando comecei, botei na cabeça que precisava conta histórias que as pessoas não sabiam?, acreditava Perdigão.

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