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Determina��o, supera��o e conquista

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Regina Martins, Eduardo Niero e Randerson Acioli são exemplos de superação e conquista no esporte. Os três atletas do projeto Basquete Cidadão estão concluindo o curso superior. Fato para ser comemorado, pois eles são os primeiros do projeto a conseguir terminar a universidade. Os três jogadores chegaram ao Basquete Cidadão ainda crianças. Por meio do esporte, conseguiram várias conquistas, agora comemorada com a conclusão do curso superior. ?Quando eles vieram para o projeto estavam na escola pública. A partir do desenvolvimento de cada um, eles foram estudar em uma escola particular. É uma satisfação e felicidade de todos nós a conquista deles?, relata Xampu, técnico e professor do projeto Basquete Cidadão. O projeto Basquete Cidadão é desenvolvido pela Federação de Basketball de Alagoas em parceria com a Usina Coruripe e faz parte do Instituto para o Desenvolvimento Social e Ecológico (Idese). A ação social está instalada no Pavilhão do Basquete Comendador Tércio Wanderley, no bairro de Jaraguá. O estudo e a família em primeiro lugar Eduardo Niero é formando de Administração pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O estudante chegou ao Pavilhão do Basquete aos 13 anos. Na época estudava no Colégio Bom Conselho, em Bebedouro. Até a 8ª série (atual 9º ano) estudou na escola e depois ganhou uma bolsa do Colégio Albert Einstein. ?Disputei um Jepeal (Jogos das Escolas Públicas) e tive a oportunidade de conhecer o Pavilhão. A partir daí comecei a fazer parte da escolinha do projeto?, afirma o jogador. O ala/armador de 23 anos mora com a família no bairro da Cambona. ?As pessoas com quem estudei no Bom Conselho, muitas são cobradores ou seguranças. Pouquíssimas conseguem se formar. Outros estão presos ou se envolveram no mundo das drogas?, diz o atleta. Durante esses anos de basquete, Eduardo Niero teve a oportunidade de jogar fora de Alagoas. Em 2007, o ala/armador foi para a cidade de Jaú, em São Paulo, defender o time local. Basquete faz parte da formação dos atletas Randerson Acioli é o único que está empregado. O estudante de Administração da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) trabalha em um hotel da capital. O jogador chegou ao projeto aos 12 anos. Na época estudava na Escola Arnon de Mello, no Conjunto José da Silva Peixoto, onde mora com a família. Na 8ª série, o armador ganhou uma bolsa de estudo do Colégio Albert Einstein. ?O grande problema das escolas públicas é que quando alguns não conseguem sobressair acabam se perdendo e viram bandidos. É uma realidade triste da sociedade?, lamenta o atleta de 21 anos. Sobre o que o basquete trouxe de positivo para sua vida, o jogador é enfático: ?Além de me formar como homem, o esporte ajudou muito na vida. Aprendemos uma coisa primordial, que é nunca desistir. Além disso, o respeito ao próximo, dentro e fora de quadra. Esse é um dos principais ensinamentos?. Projeto atende hoje a 405 jovens Atualmente o Projeto Basquete Cidadão atende a 405 crianças e adolescentes, com idades entre os seis e 16 anos. Vinte e oito deles (16 meninos e 12 meninas) contam com bolsas de estudo e estão matriculados na rede privada de ensino, nos colégios Intensivo, Anchieta, Jambo e Galileu. ?Para participar do projeto é preciso estar estudando e nunca perder o ano letivo. Caso seja reprovado, o aluno perde a bolsa de estudo e também a vaga na seleção alagoana de basquete?, afirma o professor e técnico Xampu. No início de cada ano letivo, o aluno beneficiado com a bolsa de estudo assina um termo de compromisso de rendimento escolar. Além dele, o documento também contém a assinatura do professor do projeto Basquete Cidadão e do responsável legal do aluno.

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