Esportes
�rbitros e Ceaf est�o em rota de colis�o
As declarações que vieram à tona esta semana, dadas pelo presidente do CRB, Marcos Barbosa, de que existiria ?um complô? dentro da Federação Alagoana de Futebol (FAF), inclusive com a participação de funcionários, para prejudicar os dois maiores times da capital ? CSA e CRB ?, expuseram fortes divergências entre integrantes da Comissão Estadual de Arbitragem (Ceaf-AL). Embora o presidente do Galo da Pajuçara não tenha apresentado uma prova sequer até agora do tal esquema, isso não impediu que dois dos mais influentes membros da comissão ? o árbitro Flávio Feijó e o atual presidente da Ceaf, Hércules Martins ? admitissem as diferenças e mostrassem à opinião pública que os dois e mais outros árbitros não falam a mesma língua na arbitragem alagoana. A Gazeta tentou ouvir todos os envolvidos no caso. Alguns preferiram o silêncio e não se pronunciaram. Mas personagens como Flávio Feijó, Gustavo Feijó e Hércules Martins deram suas versões nesta reportagem. Hércules: ?Não me sinto enfraquecido na Comissão? O presidente da Comissão Estadual de Arbitragem (Ceaf-AL), Hércules Martins, afirma que não se sentiu enfraquecido com a decisão do presidente da FAF, Gustavo Feijó, de ter suspendido, por conta própria, os árbitros Flávio Feijó, Charles Hebert e Francisco Carlos. ?Não me senti enfraquecido porque temos na federação mais dois setores que podem suspender os árbitros, fora a comissão de arbitragem: o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e a presidência da entidade. Então, o presidente Gustavo Feijó pode tomar quaisquer providências dentro do campeonato, porque os árbitros fazem parte da competição. O que ele (Gustavo) não pode fazer é interferir nas escalas, mas suspender árbitros ele pode, sim?, informou Hércules Martins. Sobre as declarações do presidente do CRB, Marcos Barbosa, o presidente da Ceaf respondeu: ?Não comento nada. Essa pula?. Presidente afirma que apenas exige ?Não comando com mão de ferro. Comando exigindo, pois se a gente não exigir a coisa não anda, vai de mau a pior. Então, a gente exige e cobra o bom desempenho deles?. A declaração é do presidente da Ceaf-AL, Hércules Martins, respondendo às críticas do árbitro Flávio Feijó e de outros colegas do apito que estejam insatisfeitos com o seu comando frente à comissão. E mais: ?A torcida, os clubes e a imprensa cobram, querem ver o árbitro acertando. Então, tenho que cobrar, exigir. Sou exigente e não nego. E não me sinto incomodado com as críticas. Se eles estão reclamando porque eu sou exigente, é porque eles estão cumprindo o que eu exijo?, afirmou Hércules Martins. Nem Chicão escapou do ?olho do furacão? Um dos casos que mais têm chamado a atenção em todo o episódio, sendo até emblemático, gira em torno do baixo rendimento do árbitro Francisco Carlos, o ?Chicão?, que chegou a ser apontado como uma das grandes revelações da arbitragem brasileira nos últimos tempos. Mas, recentemente, com a crise na arbitragem alagoana, Chicão recebeu um revés e foi até desconvocado de um jogo que faria no Ceará. ?O problema do Chicão é que ele foi sacado do jogo lá no Ceará porque estava punido aqui. Então acho que os caras lá souberam e pensaram: como é que eu vou trazer o cara para apitar aqui se ele está punido no Estado dele? Aí, de forma arbitrária, sem comunicar, eles lá fizeram essa mudança?, explica Flávio Feijó. Questionado pela Gazeta se existe ciúmes na Ceaf, Flávio respondeu: ?Lá dentro ninguém tem ciúmes de ninguém. Ao contrário. É bom para a arbitragem alagoana que você tenha o Chicão se destacando, e que não apareça só ele, mas que apareçam o Charles e outros do grupo. Isso é bom para todo mundo?, justifica.