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TJD-AL entra em ritmo de elei��o em setembro

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O Tribunal de Justiça Desportiva de Alagoas (TJD-AL) está prestes a passar por mais um processo de mudança. Em setembro, as duas Comissões Disciplinares e mais o Pleno do órgão irão eleger o novo presidente, bem como os demais membros do colegiado jurídico-desportivo que terão mandato de dois anos. Até bem pouco tempo, o presidente do TJD ficava no cargo acompanhando o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF). Agora, são dois anos, com a prerrogativa de que ele seja reconduzido, se assim desejar. Mas o atual presidente do TJD, Talvanes Lins, embora tenha a prerrogativa e a faculdade de submeter seu nome aos seus pares por mais dois anos à frente do órgão, revelou à Gazeta que não é candidato a candidato e abre, dessa forma, o caminho para que o TJD tenha, em setembro, um novo presidente, ou até mesmo, pela primeira vez no comando, uma mulher. Neste caso, a auditora do Pleno, Walkiria Ramalho. Casos polêmicos marcam história do TJD O Tribunal de Justiça Desportiva de Alagoas (TJD-AL) sempre tem pautas rotineiras quando está em curso um campeonato de futebol da primeira ou da segunda divisão e mais os amadores. São atletas, técnicos, cartolas e clubes que se submetem ao crivo do TJD no ?banco dos réus?. Mas o órgão vira pauta obrigatória da imprensa sempre que surge um caso polêmico e de interesse público. A Gazeta traz aqui o rol de alguns dos que mais marcaram a história do TJD nos últimos tempos. Um deles foi o famoso julgamento envolvendo a interpretação do regulamento da 2ª Divisão de 2004, quando CSA e Penedense disputavam uma vaga para a 1ª Divisão do ano seguinte. Por causa de uma palavra relacionada a gols marcados na casa do adversário, o item gerou uma das maiores celeumas da história do futebol alagoano. No TJD-AL, sob os holofotes da imprensa, o CSA conseguiu vencer e convencer os auditores do Pleno por um ?placar? apertado de 5x4. Mas no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deu Penedense, que conseguiu a reviravolta e ganhou o direito de ir para a 1ª Divisão de 2005, obrigando azulinos a permanecerem na Segundona do ano seguinte, no caso 2005. Atual gestão aponta um legado positivo Na visão de Talvanes Lins e Dartagnan Fireman, o maior legado da atual gestão no TJD ? além de diminuir a parcialidade das paixões clubísticas e políticas dos seus membros nos julgamentos ? foi mostrar que o órgão adotou uma nova postura. ?Os julgamentos polêmicos pontuaram algumas mudanças. Mostraram a transparência que existe no órgão e consolidaram publicamente a sua imagem?, destaca Fireman, acrescentando: ?Outro ponto foi a desvinculação da Corregedoria da vice-presidência, dando mais independência, graças ao novo regimento aprovado por todos?. Nesse rol de mudanças, Fireman aponta outra questão fundamental na nova fase do TJD-AL. ?As entidades representativas nas comissões como a OAB, Sindicato dos Árbitros, Sindicato dos Atletas e outras têm zelado por indicar ao tribunal pessoas com alguma bagagem em Direito Desportivo, o que é um ganho muito bom para o órgão?, opina.

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