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O jeito de ser do t�cnico que pode levar CRB � S�rie B

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O jeito é de uma pessoa introspectiva e serena, mas o treinador do CRB, Paulo Comelli, 51, já foi mais afoito na época em que era jogador de futebol. Para conhecer mais sobre o treinador que pode levar o time ao sonhado acesso à Série B, a Gazeta aproveitou a folga na tabela da equipe e conversou com o profissional esta semana. ?Eu xingava para valer árbitros e bandeirinhas?, revela o técnico, que por anos atuou como o ?antigo? meia-esquerda, lá nos anos de 1980/90, e que pode, muito em breve, entrar para a história do Galo da Pajuçara - se a bagunça extra-campo e a guerra de liminares que têm imperado no grupo do time alagoano deixarem. Se tudo der certo como deu até agora, o paulista - radicado desde pequeno no Estado do Paraná Paulo - Comelli entrará para a história do clube como aquele que reconquistou o acesso do CRB ao Campeonato Brasileiro da Série B, depois de três anos de muita luta. Comelli alerta time sobre os exageros E por falar em maturidade, o técnico do CRB aproveitou bem esta semana para orientar seus pupilos para o exercício pleno da tal ?maturidade?. Não foi à toa que, na última terça-feira, ele reuniu toda a comissão técnica e os jogadores por cerca de meia hora em torno do campo da Pajuçara para alertar: ?Não podemos entrar na empolgação da torcida. A gente ainda não conseguiu o objetivo, apesar da ótima performance que conseguimos até agora. Temos que estar focados?, disse Comelli, com todas as letras, aos pupilos que, naturalmente estão para lá de empolgados. Isso tudo porque o CRB encaixou uma importante vitória contra o Paysandu, fora de casa, no fim de semana passado, e foi recebido com festa pela torcida, na Pajuçara, como se o resultado fosse a própria classificação. E não foi sem razão que o experiente técnico deu o conselho na sua preleção em campo. ?Já perdi título depois de meus jogadores fazerem excelente campanha e depois de passar o carnaval, por conta de alguns excessos, a gente não conseguir o título?, exemplificou, ao referir-se ao último clube que dirigiu: o Remo-PA.

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