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Craques fora de controle

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Formado em Direito. Culto. Oriundo de família rica. Galã. Perfeccionista. Habilidoso atacante. Tais qualidades colocaram Heleno de Freitas na história do Botafogo e do futebol brasileiro. Com tudo isso, a vida de Heleno era para ser exemplo para os craques que surgiram depois dele. Não foi assim. A rebeldia foi decisiva em sua vida. Nos gramados, criou inimizades e era constantemente expulso. Fora dos gramados, o alcoolismo, o vício em lança-perfume e éter, além da rotina desregrada com as farras ? sempre na companhia de várias mulheres ?, abreviaram sua carreira no futebol e na vida. Heleno de Freitas contraiu sífilis, recusou seguir o tratamento, pois achava que os remédios podiam causar-lhe impotência, e ficou demente. Morreu em 1959, aos 39 anos, no interior de Minas Gerais. A trágica história é retratada no filme Heleno, estrelado por Rodrigo Santoro, em exibição nos cinemas de Maceió a partir deste fim de semana. Casos semelhantes ao de Heleno são conhecidos em todo o País. Na década de 1950, Beijoca era um atacante brigão e encrenqueiro que jogava no Bahia. Quase na mesma época, Almir Pernambuquinho, com fama no futebol paulista e carioca, arrumou diversas confusões dentro e fora dos gramados e foi assassinado em uma dessas brigas, em 1973. Paulo César Caju, Casagrande, Emerson Leão, Edmundo, Romário e vários outros craques com atuações em clubes de São Paulo e do Rio de Janeiro tornaram-se famosos no mundo do futebol pelas atuações decisivas em competições disputadas e por suas polêmicas fora de campo.

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