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Indisciplinado, R10 travou guerras frias no Flamengo

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Foi um reinado curto, quase silencioso, mas incendiário. Um ano e quatro meses de regalias sem fim, de advertências internas que funcionaram mais na teoria do que na prática. Ronaldinho Gaúcho fez o que quis no Flamengo. Sem alarde, sem discussões públicas, travou guerras frias com quem tentou fazer valer a hierarquia rubro-negra. Na última quinta-feira, depois de ir à Justiça, o camisa 10 deixou o clube pela porta dos fundos e com um histórico de indisciplinas quase sempre camufladas pelo departamento de futebol. A falta de reação custa caro. O jogador cobra uma dívida de R$ 40.177.714,00 e está livre para negociar com outro clube. No início, nos primeiros sete meses de 2011, comparecer aos treinamentos não foi problema para R10. Sempre pontual, sempre em campo. Em junho, porém, o noticiário sobre a presença constante do jogador na noite carioca deixou o clube alerta.O período coincidiu com o início dos salários atrasados dele. A diretoria recorreu ao irmão e empresário dele, Roberto Assis, para controlar os excessos. Pediram a Ronaldinho que trocasse a diversão pública pelas longas festas privadas na mansão dele na Barra da Tijuca. A polêmica coincidiu com a queda de rendimento do meia-atacante e resultados ruins no Brasileirão.

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