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A ta�a era quase uma certeza
Aquele time, de fato, era diferente. Até mesmo entre os adversários, era consenso que o título ? o tetracampeonato ? seria questão de tempo. A não ser, é claro, que o destino atuasse contra o Brasil. E, enfim, Zico, Sócrates, Toninho Cerezo, Falcão, Oscar, Júnior, Éder e Serginho Chulapa conheceram a força implacável deste. Já em Barcelona (a primeira fase fora em Sevilha), o emparelhamento colocou a Itália, que fazia uma campanha sofrível e se classificou em segundo do grupo apenas por ter marcado dois gols, contra um de Camarões, e a Argentina, que fazia boa campanha, mas perdera a liderança de sua chave para a Bélgica. Não foi surpresa a vitória da Itália sobre a Argentina, por 2 a 1, na primeira partida. Depois, no clássico sul-americano, o Brasil, jogando bem e com gols de Zico, Júnior e Serginho, venceu por 3 a 1 (Díaz descontou no minuto final) e mandou os hermanos para casa. Chegava, então, a decisão do grupo. A Itália, desacreditada, fazia greve de silêncio com a imprensa, que, por sua vez, não economizava nas críticas à equipe. Ou seja: o esperado era um passeio do Brasil e a vaga nas semifinais, contra a Polônia. O destino, então, colocou o nome de Paolo Rossi na história do futebol brasileiro. À época com 25 anos, o atacante vinha de uma suspensão por manipulação de resultados e teve sua presença no grupo questionada. Sua estrela, então, começou a brilhar. Na hora certa. E que hora! A equipe italiana venceu por 3 a 2 e Paolo Rossi foi o herói, sendo autor dos três tentos que fizeram a Azzurra ser protagonista de uma das maiores zebras em Copas do Mundo.