Esportes
Alagoanos lembram o choro de 82
O dia era 5 de julho de 1982. Esta data ficou marcada na história como um dos dias mais tristes do futebol brasileiro. Naquela tarde, na Copa da Espanha, a Itália do então ?bambino? Paolo Rossi nos ?tomou? a partida por 3 a 2, três gols do inapelável italiano. Vivíamos ali nosso segundo trauma em copas. Guardadas as devidas proporções, são feridas diferentes, mas que doem, até hoje, e não são fáceis de cicatrizar. Basta alguém puxar na memória. Pronto! Lá vêm todas as imagens e as lágrimas de novo. Na última quinta-feira, completaram-se exatos 30 anos da grande derrocada canarinho, que tinha um time dos sonhos e, para muitos, imbatível, de cujo meio-campo faziam parte simplesmente jogadores como Falcão, o doutor Sócrates e Zico. Tal data é semelhante àquela outra que ficou conhecida com o ?Maracanazo? de 1950, partida que insiste em habitar o inconsciente dos brasileiros que assistiram, ouviram ou souberam, pela história contada nos jornais, revistas ou documentários, da monumental decepção causada por um certo Gigia, do Uruguai, que deu a vitória aos uruguaios por 2 a 1 em pleno Maracanã lotado e preparado para uma festa que não veio. O jornalista Nelson Rodrigues dissera, certa vez, que aquela derrota para o Uruguai fora como a extração de um dente. E assim também sucedeu com a Itália em 1982. Hoje, a Gazeta lembra a data de 5 de julho de 1982 ao conversar com alguns esportistas e ex-atletas que, assim como milhões de brasileiros da época, relembram onde estavam e como reagiram ao assombro da tragédia daquele dia, no Estádio Sarriá, em Barcelona. * Com Jovem Pan On-Line.