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O �LTIMO SUSPIRO DO SEVERIANO GOMES
Em pé na porta de casa, alheio ao alvoroço que tomava conta do bairro, o homem observava a turba que se aglomerava e tentava escalar o muro do estádio. Era uma tarde de domingo, dia 27 de julho de 1965. Certamente uma das datas mais importantes na história do futebol alagoano. Naquele dia, o CRB enfrentaria o implacável time do Santos, bicampeão mundial interclubes e que tinha em seu elenco nada menos que oito titulares da Seleção Brasileira. Entre eles, o melhor de todos os tempos. ?Eu estava aqui mesmo onde estou agora falando com você. Estávamos eu e meu pai. Vimos quando o Pelé chegou e entrou por aquela porta, que na época era um pouco mais à esquerda. Um monte de gente cercando ele e ele nem aí?, lembra o aposentado João Lacerda Fernandes, 70 anos, apontando o antigo portão, onde está escrito ?Vestiário dos Visitantes?. O primeiro tempo terminou zero a zero. Uma falsa impressão de que o jogo seria equilibrado. No segundo tempo veio a goleada e o Santos atropelou o Galo, campeão alagoano de 1964, por 6 a 0.