Esportes
� uma tradi��o que ser� quebrada
A comunidade regatiana que nasceu e cresceu ao redor do Campo da Pajuçara, como é chamado o Severiano Gomes Filho, não se conforma com o fim anunciado do histórico estádio do CRB. A dona de casa Roselma da Silva, 46 anos, nasceu na casa de número 131 da antiga Rua Agnelo Martins. Basta atravessar a rua para estar no campo do CRB. Aprendeu a amar as cores do galo ainda criança. ?Lembro eu muito pequena, de calcinha bunda-rica, no colo de um amigo da família, entrando no estádio para mais um jogo do CRB. Eu não entendia muita coisa, mas foi assim que comecei a torcer pelo CRB?, conta Roselma. Depois que cresceu, trabalhou até tomando conta dos carros que ficavam estacionados dentro do estádio. ?Sempre trabalhei para o CRB, já fui até cozinheira das categorias de base, quando o Serafim era o diretor?, lembra Roselma, que se mostra indignada com a venda do estádio. LM