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Silva C�o, um negro chamado ‘Wanderleia’

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Um dos mais idolatrados jogadores de que se tem notícia no futebol alagoano era um negro endiabrado com a bola nos pés. Não à toa, foi adjetivado pelos olheiros de plantão junto com o nome de batismo, unindo a expressão ?Cão? ao registro oficial . O apelido justifica-se. Tem no currículo a marca não superada até hoje de ser o maior artilheiro dos Clássicos das Multidões ? CSA e CRB. Driblador de ofício, esse mito responde pelo nome de Aderaldo Dantas da Silva. Ou melhor, o celebrado ponta-esquerda Silva Cão, que se notabilizou principalmente com a camisa 11 do Galo da Pajuçara. Segundo as estatísticas mais confiáveis, teria marcado 38 gols somente no mais tradicional clássico do futebol de Alagoas. ?O apelido foi dado quando eu ainda era criança, porque sempre fui muito moleque. Aos 16 anos, fui campeão jogando no Bebedourense quando ainda era um pré-juvenil?, conta Silva Cão, atualmente com 64 anos e originário do bairro do Mutange, reduto do CSA e que, por ironia do destino, clube que mais sofreu com as diabruras dele, ao longo da história dos clássicos.?Após sair do Bebedourense, fui levado ao CSA, mas não fui aproveitado porque o então técnico Hélio Miranda achava que eu era magrinho e só servia para cruzar?, diz. Rejeitado no time azulino, o então dirigente Binel, do rival, o viu jogar e o levou ao CRB. ?Lá eu fiquei e o CRB adquiriu o meu atestado liberatório dando em troca uma série meiões ao Bebedourense?, revela o ex-ponta-esquerda que, naquela época, ainda era um juvenil, no ano de 1965.

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