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Seguindo o Vasco, CRB e CSA introduzem negros na equipe

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Em Alagoas, terra de marechais e de senhores de engenho, onde a cana-de-açúcar prosperou graças ao braço escravo do negro, o futebol chegou pelos pés da aristocracia que vivia na Pajuçara. O processo de fundação do Clube de Regatas Brasil se confunde com a chegada do esporte criado pelos ingleses em Alagoas. Assim como nos outros Estados, apenas os filhos de famílias tradicionais praticavam o esporte. A ausência de pesquisas sobre o assunto e de uma fonte segura se permite cravar o ano exato em que um jogador negro atuou pela primeira vez em um time de Alagoas. Mas, ao examinar fotografias da época, do acervo do Museu dos Esportes, é possível concluir que, possivelmente, foi em 1923 que o CRB abriu pela primeira vez as portas do clube para dois atletas afrodescendentes: Jacaré e Preto. A data coincide com o primeiro campeonato conquistado pelo Vasco da Gama, com um time formado por negros, mulatos e brancos. A inserção do negros não tinha a ver com uma atitude democrática, mas sim com a volúpia de ser vencedor, de derrotar os adversários. Em seu livro O Negro no Futebol Brasileiro, o jornalista Mário Filho revela o depoimento de um dirigente vascaíno à época. O cartola português detona a poesia que há na história do Vasco. Diz ele: ?Claro que entre um branco e um negro, nós vamos preferir o branco. O negro apenas é para vencer campeonatos?. LM

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