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CBF admite punir com rigor�Guarani e Ponte por tumultos

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Campinas - O Guarani pode ser punido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com a perda de um a três mandos de jogos, caso seja comprovada a negligência do clube na organização da partida contra a Ponte Preta, na última segunda-feira. Minutos antes do início do jogo, um conflito generalizado, entre torcedores pontepretanos e soldados da Polícia Militar, resultou em, pelo menos, 42 feridos, entre cidadãos civis e policiais. Parte da grade, de 27 metros, que separa a arquibancada do fosso cedeu e muitos torcedores caíram de uma altura de três metros. O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luís Zveiter, solicitou às emissoras de tevê presentes no estádio Brinco de Ouro as fitas contendo as imagens da confusão. Após análise e elaboração do relatório, o Guarani pode ser incluído no artigo 300 do Código Disciplinar Esportivo. Tudo vai depender de um julgamento e o clube de Campinas, caso participe da próxima fase do Campeonato Brasileiro, poderá mandar até três de seus jogos em estádios localizados a uma distância mínima de 150 quilômetros. Se o julgamento acontecer após uma possível eliminação do Guarani, o clube cumprirá a pena em um outro torneio organizado pela CBF em 2003. A Ponte Preta, cuja torcida está sendo responsabilizada pelo início de toda a confusão, também pode ser punida caso seja comprovada a responsabilidade de seus torcedores. Ela seria inclusa no artigo 299. A Polícia Militar de Campinas também solicitou as fitas com as imagens. Em uma operação conjunta com a Polícia Civil promete tentar identificar os ?baderneiros?. ?Vamos tentar achar e punir os responsáveis?, disse o major João Renato Borges de Moura. A atitude da Polícia de Campinas foi abalizada por autoridades políticas estaduais e municipais. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) quer encontrar os responsáveis e já na noite de segunda-feira pediu que seu secretário de Justiça entrasse em contato com o comando da PM para saber como a guerra havia começado. A prefeita Izalene Tiene (PT) também quer saber porque a torcida da Ponte Preta recebeu um número tão insuficiente de ingressos, cerca de 6.900 dos 24.900 colocados à venda.

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